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Na última quarta-feira (17/2) o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou a desvalorização da moeda local, o bolivar, e elevou os preços da gasolina pela primeira vez em quase duas décadas, como parte de uma estratégia para conter o agravamento da crise econômica do país.

1902 Nicolas Maduro2Os valores são representativos: uma desvalorizção de 37% da taxa de câmbio mais forte, a 10 bolívares por dólar. Enquanto isso, o litro da gasolina super foi elevado de US$ 0,01 para US$ 0,95, o que corresponde a uma alta de 6.085% na gasolina mais barata do mundo. Porém, para o BofA – Bank of America Merril Lynch, essa foi apenas uma oportunidade perdida.

“As medidas ficaram aquém do que seria necessário para estabilizar a macroeconomia”, afirmou o economista do banco, Francisco Rodriguez. Maduro anunciou também um aumento de 20% do salário mínimo do país a partir de 1º de março, a reorientação dos controles de preços em uma lista de 100 produtos essenciais, o lançamento de um sistema de subsídios diretos e a reorganiza~~ao da rede de distribuição pública de alimentos.

Para o economista, a desvalorização da taxa oficial está longe do que seria necessário para rstaurar o equilíbrio para o mercado de câmbio. Maduro manteve o sistema de bandas cambiais, mas desvalorizou a taxa de câmbio mais forte do bolívar ante o dólar a 10 bolívares por dólar. Uma segunda taxa cambial, flutuante, foi estipulada em 203 bolívares por dólar. O modelo do BofA vê uma taxa de equilíbrio de 213 bolívares por dólar do bolívar forte.

Enquanto isso, aponta o BofA, a instabilidade macroeconômica continuará, com as medidas tendo pouvo efeito no déficit do setor público consolidado.

“Dadas as grandes diferenças entre o oficial e as taxas paralelas, os inventivos de arbitragem, provavelmente, permanecem elevados e continua a distorcer a alocação de rexursos”, afirma Rodriguez.

A contribuição do naumento do preço da gasolina para a melhoria fiscal é baixa, já que as receitas respondem por apenas 0,1% do PIB – Produto Interno Bruto. “Estamos , portanto, a esperar que o governo continue apenalando para o financiamento do déficit através da inflação, alimentando a aceleração inflacionária”.

Já a reorientação dos controles de preços em uma lista selecionada de produtos podem restaurar a liberdade das empresas e, assim, melhorar a alocação de recursos. “É importante ressaltar que, apesar da referência pelo bloqueio internacional das instituições financeiras, não havia nada no discurso para sugerir uma mudança no governo em relação a horar obrigações de dívidas internacionais. No entanto, as medidas estão muito longe do que nós pensávamos que teria sido necessário para estabilizar a economia, tornando-nos céticos de ver quaisquer melhorias no âmbito da atual política macroeconômica.

Fonte InfoMoney

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