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Com o gado vacinado e o status de livre de aftosa, novas portas são abertas para Roraima no mercado de exportação

Com o tema “Pra Exportar é Preciso Vacinar”, o Governo de Roraima lançou, sábado (7), a 35ª Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa. O evento aconteceu no Matadouro e Frigorífico Ypê, no município de Rorainópolis. A campanha começou no dia 1º de abril, de acordo com as normas do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e segue até o dia 30. O prazo para notificar a vacinação na ADERR (Agência de Defesa Agropecuária) é até o dia 15 de maio. A meta este ano é vacinar 830 mil cabeças de gado em todo o estado.

O município de Rorainópolis foi escolhido para o lançamento oficial por ter o quarto maior rebanho e um percencentual de 14% de crescimento em produção bovina nos últimos anos com a pecuária em expansão. Para continuidade do desenvolvimento do setor, o pecuarista Elio Gemelli, proprietário do Matadouro Ipê, destacou a importância de vacinar o gado. “Não queremos voltar ao tempo de antigamente, quando não podíamos vender carne para outros estados, por isso é preciso vacinar e manter esse status”, ressaltou.

Durante o lançamento oficial da campanha, a governadora Suely Campos destacou os avanços alcançados no setor pecuário, com a conquista do status de livre de febre aftosa com vacinação, e o trabalho exitoso dos técnicos da Aderr, que percorrem todo o Estado para vacinar e assegurar a sanidade dos rebanhos.

“Este é um momento de comemoração para Roraima. O estado ganha a oportunidade de exportar a nossa carne, que é saudável e muito saborosa. Temos avançado neste segmento tão importante da economia que é a pecuária. Nosso governo tem trabalhado para firmar uma nova economia, com o crescimento da produção agrícola e pecuária. Vamos trabalhar agora para conquistar o patamar de livre de febre aftosa sem vacinação”, disse.

Para o presidente da ADERR, Gelb Platão, a erradicação da febre aftosa no estado só foi possível graças à vontade política da atual gestão. “Foram realizados, nestes três anos, investimentos de mais de R$10 milhões; o número de pessoal e de equipamentos dobrou; mais de 170 servidores concursados foram convocados; tínhamos 22 veículos e hoje temos 45 novos veículos para os agentes trabalharem, o que ajudou na aplicação de testes e exames clínicos importantes nos rebanhos do Estado. Com isso, erradica-se a febre aftosa”, frisou.

AGULHA OFICIAL – A ADERR enviou, na segunda-feira (2), uma equipe de técnicos para as regiões de Normandia, Pacaraima e Uiramutã para realizar a agulha oficial, que é a vacinação do rebanho localizado em áreas indígenas.

Para ter um alcance maior, a agulha oficial conta com a parceria da Funai (Fundação Nacional do Índio) e do MAPA. O objetivo é vacinar cerca de 50 mil cabeças de gado. Esse projeto foram disponibilizadas 100 mil doses de vacina e a imunização ocorre, ininterruptamente, nas cerca de 290 comunidades indígenas, sendo feita também nos fins de semana, para que possa atingir a meta de 50 mil cabeças de gado.

A ADERR vem se esforçando para cumprir as metas das campanhas, prova disso é o percentual de cobertura vacinal. O MAPA exige que pelo menos 85% do rebanho seja imunizado. No ano de 2015, a cobertura vacinal foi de 98%. Já em 2016 foi de 97,3%, e em 2017 foi de 99,16%.


RECONHECIMENTO INTERNACIONAL – O Brasil receberá em maio, na 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE (Organização Internacional de Saúde Animal), o certificado internacional de zona livre de febre aftosa com vacinação. O reconhecimento é em razão da abrangência do status em todo o País. Roraima será um dos Estados a receber essa certificação, o que vai permitir a exportação de carne produzida aqui.

Em novembro de 2016, Roraima conquistou o status de zona livre da aftosa com vacinação. Tal conquista foi possível, devido ao cumprimento de uma série de exigências estabelecidas pelo Mapa e pela OIE.

Foram diversas ações empreendidas até chegar à nova condição sanitária; dentre elas, o investimento de cerca de R$ 10 milhões, que foram aplicados em contratação de profissionais por meio de concurso público, compra de viaturas, implantação de escritórios no interior do Estado, entre outras ações.

A conquista do reconhecimento internacional permitirá uma ampliação de mercado para a pecuária de Roraima, que até alguns anos atrás mantinha relações comerciais apenas com o Estado do Amazonas.

Este reconhecimento também deverá colaborar para o crescimento do rebanho local, uma vez que a demanda aumentará, em virtude da expansão das relações comerciais.

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