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Um acordo de cooperação técnica do governo do estado e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) vai possibilitar a criação do primeiro polo cacaueiro de Roraima, no município de Caroebe. Pelo menos 500 agricultores familiares vão ser beneficiados. Em outubro próximo, eles vão receber as sementes para preparar as mudas e iniciar o plantio, com assistência técnica prestada pelos servidores da Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

O acordo foi assinado nesta quinta-feira (23), pela governadora Suely Campos e Otoniel Ribeiro Duarte, chefe-geral da Embrapa em Roraima. Segundo ele a região Sul de Roraima apresenta um dos maiores potenciais para o cultivo de cacau do país. Estudos realizados por pesquisadores com o fruto produzido em Entre Rios, demonstraram uma qualidade superior à média nacional, uma garantia de rentabilidade para os produtores que vão participar do projeto.

O quilo da semente de cacau é vendido hoje a R$ 7,00 e como a produtividade média por hectare é de dois mil quilos de cacau, em apenas um hectare o produtor terá uma renda de R$ 14 mil. “Inicialmente cada agricultor vai poder produzir em 2 ha/ano, o que significa que ele terá renda anual de R$ 28 mil somente com essa cultura”, informou o diretor.

“Mas o projeto vai fomentar toda a cadeia produtiva, atraindo a agroindústria para processamento do cacau aqui mesmo em Roraima, seja na produção do cacau em pó ou de chocolate, gerando mais oportunidades de emprego e renda no campo”, destacou a governadora Suely Campos, ao informar que o plantio será no sistema agroflorestal e poderá ainda ser consorciado com a bovinocultura, o que contribuirá não só para recuperar áreas degradadas mas também para aumentar a renda utilizando o mesmo espaço de cultivo e manejo de animais.

Ela explicou ainda que nesse projeto, o Estado vai disponibilizar toda a assistência técnica aos produtores e ainda garantir as estruturas necessárias para a produção como à regularização fundiária dos imóveis, o escoamento e a comercialização do produto, que será orgânico.

São considerados grandes polos cacaueiros no Brasil a Bahia, Pará (o maior) e Rondônia. Em Roraima, a ideia é iniciar por Caroebe, mas expandir o plantio para São João da Baliza, São Luiz do Anauá, Rorainópolis e Caracaraí, beneficiando três mil agricultores familiares.

DIVERSIFICAÇÃO - O projeto cacaueiro faz parte de um programa mais amplo, visando à diversificação da produção na agricultura familiar, com a banana, cupuaçu, açaí, castanha do Brasil, graviola, maracujá, café, guaraná, urucum, pimenta do reino, a cadeia do leite, do citros, da mandioca, macaxeira, cana de acocar e tucumã.

Nos últimos três anos e meio, o Governo de Roraima tem incentivado a cadeia produtiva e a comercialização em Roraima. Em fevereiro de 2017 foi inaugurada a feira do Sorocaima, para auxiliar os agricultores familiares indígenas. As comunidades também receberam máquinas e implementos agrícolas nos três polos de produção e multiplicação de sementes tradicionais.

Em maio de 2018, onze municípios foram liberados para a comercialização de frutas, cuja exportação até então era impedida pela mosca da carambola. No Sul do Estado, a citricultura cresceu e hoje produtores vendem laranja e limão certificados pela ADERR (Agência de Defesa Agropecuária).

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