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O projeto tem como objetivo a elaboração de um sistema jurisdicional para REDD+ (Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa Provenientes do Desmatamento e da Degradação Floresta)

Roraima foi aceito e vai a fazer parte da rede que reúne 38 estados e províncias do mundo inteiro para trabalhar pela manutenção das florestas e do clima do planeta por meio do GCF (Governadores para Clima Florestal). O anúncio foi recebido pelos delegados indicados pelo executivo estadual durante a reunião anual, que ocorreu no período de 11 a 14 de setembro em São Francisco na Califórnia.

Na ocasião foi confirmada a aprovação de um projeto na quantia de U$ 400 mil para a construção de uma proposta de um sistema jurisdicional para REDD+ (Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa Provenientes do Desmatamento e da Degradação Floresta) e pagamento por serviços ambientais no estado.

O projeto foi elaborado por técnicos da Femarh (Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) e da Seplan (Secretaria de Desenvolvimento e Planejamento) juntamente com o IPAM (Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia). Os recursos serão repassados ao Instituto que, junto aos parceiros envolvidos, executará todas as atividades.
A previsão é que a primeira reunião aconteça em novembro com vinda do IPAM para Roraima.

O encontro contará com a participação de vários setores da sociedade de do governo, inclusive dos trabalharem rurais e lideranças indígenas. Durante o evento será apresentado o projeto final para que seja construído um cronograma de trabalho.

De acordo com a delegada e analista ambiental da Femarh, Flávia Furtado Alves, com o projeto vai ser possível realizar um diagnóstico geral no Estado sobre os ativos ambientais. “A revisão e reformulação de toda a legislação ambiental o que resultará na construção de um plano ou política estadual de REDD+ e pagamento por serviços ambientais. Isso pode fortalecer a economia do Estado através de um víeis sustentável, o pagamento por serviços ambientais visa manter a floresta de pé, ou seja, quem depende dela pode ser compensado financeiramente por serviços ambientais”, explicou.

A delegada explicou ainda que nesse primeiro momento Roraima recebe um valor considerado pequeno, mas que pode ser ampliado. O primeiro passo é construir uma política de REDD e posteriormente buscar novos recursos. “É uma tendência Mundial, porém inovadora para nosso Estado. O comércio exterior tem intenção de consumir somente produtos legalmente sustentáveis que não afetem diretamente a natureza. Estados como Mato grosso e Acre são pioneiros nesses projetos e recebem bilhões de dólares”, disse.

O GCF surgiu em 2008 pelo governador do Estado da Califórnia, mas somente em 2016, na reunião anual, em Jalisco no México, Roraima foi indicado a fazer parte desse grupo, sendo representado por dois delegados da Femarh.

No Brasil, os 9 estados da Amazônia legal fazem parte desse grupo. Roraima passou um ano como observador, e em 2017 na reunião anual ocorrida em Balikipapan na Indonésia, de forma unânime foi aceito como membro efetivo.

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