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Para muitos, a música representa uma forma de comunicação e expressão de sentimentos que auxilia no desenvolvimento de conhecimentos e habilidades em qualquer fase da vida. Foi pensando nisso, que a Escola Municipal Francisco de Souza Bríglia, no Pricumã, desenvolve desde 2016 o projeto “Música para a Inteligência”, em que através de um coral e da musicalização visa alfabetizar os alunos da Educação de Jovens e Adultos.

Este projeto foi o único de Roraima selecionado para concorrer nacionalmente ao Prêmio Medalha Paulo Freire, edição 2017, do Ministério da Educação. Embora não tenha sido o vencedor da etapa nacional, representantes da escola foram a Brasília (DF) receber uma Menção Honrosa como forma de reconhecimento pela iniciativa inovadora com os alunos. Estão em Brasília, a gestora Adaíze Rosas, as professoras Shirlei Catão e Rejane Rísia e a aluna da Eja Maria José Medeiros.

O prêmio é concedido desde 2005, e contempla iniciativas de inovação metodológica ou curricular da Educação de Jovens e Adultos – EJA. Os trabalhos inscritos devem contribuir com a redução do analfabetismo e para a melhoria da educação no país. Experiências de todo o país concorreram ao prêmio.

Na edição deste ano, o prêmio abordou temas relacionados aos Direitos Humanos, Diversidade, Inclusão e Cidadania. O projeto evidenciou bem o processo de inclusão dos alunos de estrangeiros e indígenas matriculados na EJA da Escola Municipal Francisco de Souza Bríglia. Dos 74 matriculados, 21 são estrangeiros, sendo 1 cubano, 6 haitianos e 14 venezuelanos, além de 3 indígenas.

Para a professora Shirlei Catão, o projeto contribui para estreitar os laços entre estas pessoas de diferentes culturas que decidiram buscar uma nova vida em Boa Vista. “Receber o reconhecimento por este projeto é muito gratificante. Realmente a iniciativa buscou a interação entre essas pessoas, sem distinção de cor, raça, cultura. São alunos de 15 a 91 anos de idade e todos conseguem interagir bem”, ressaltou a professora.

A alfabetização por meio do projeto se dá através das letras de músicas. Os alunos, em especial do 1º e 2º Ano do Ensino Fundamental, fazem parte do coral onde se desenvolve a capacidade de cantar, interpretar, escrever, descrever, relatar, explorar e narrar, bem como, compreender os gêneros textuais e as formas de expressão musical. Todas estas ações colaboram para o desenvolvimento das habilidades cognitivas, psicomotoras, emocionais, culturais e afetivas, contribuindo para a qualidade do ensino nesta modalidade.

Para a aluna Maria José Medeiros, 34 anos, o projeto é inspirador, e realmente a ajudou na sua capacidade de interpretação e compreensão de textos através da música. “Muito interessante esse projeto. Foi uma maneira que acharam de despertar em nós o interesse pelas aulas. O reconhecimento do Ministério da Educação é merecido porque toda a comunidade escolar se empenhou para isso”, ressaltou.

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