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Na modalidade EBM, são 2.200 alunos matriculados na escola Luiz Rittler de Lucena e 1.080 na escola Elza Breves

2905 Escola Elza Breves  
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Em menos de um mês são perceptíveis por alunos e professores as mudanças nas escolas da rede estadual Elza Breves de Carvalho e Luiz Brito Rittler de Lucena, ambas na zona Oeste, após a implantação do Ensino Básico Militar – EBM. O ano letivo 2016 nessas unidades iniciou-se no dia 25 de abril. Os professores relatam que os alunos estão mais disciplinados, participativos e atenciosos às aulas.

Na modalidade EBM, são 2.200 alunos matriculados na escola Luiz Rittler de Lucena e 1.080 na escola Elza Breves. “Estamos muito contentes com o resultado da parceria entre a Seed, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Em pouco tempo a transformação das escolas já é visível e está se tornando um porto seguro para as comunidades. Temos certeza de que no final do ano letivo as escolas nem de longe se lembrarão do que eram”, ressalta o secretário de Educação, Marcelo Campbell.

A aula começa 7h30, mas os alunos devem estar na escola às 7 horas. Nesse período de meia hora, eles têm o momento cívico, em que cantam o hino nacional e recebem instruções do dia. Para auxiliar na parte disciplinar, as escolas de EBM contam com o auxílio de policiais militares e bombeiros.

“Já houve mudança de forma significativa. Os alunos estavam precisando que alguém que lhe colocasse limite. Os professores estão aderindo ao projeto e sentido muito mais tranquilidade em dar aula”, disse o coronel Adelson Filgueiras, diretor da escola Elza Breves. Os alunos que chegam atrasados ou cometem algum tipo de indisciplina pagam penalidades.

Uma das penalidades aplicadas é colocar o aluno para recolher o lixo de toda a escola. “Eles recebem palestras e orientações sobre educação ambiental. Então eles estão deixar de sujar a escola porque sabem que eles mesmos terão que limpar”, disse o sargento do Corpo de Bombeiros, Wilson Rabelo.

DEPOIMENTOS - A coordenadora Ângela Leite, que trabalha na unidade desde 2011, relatou que apesar do processo de adequação, já é possível perceber as mudanças na escola. “Depois do intervalo não precisamos mais pedir para eles entrarem em sala, já vão por conta própria. Estão chegando no horário e são bem receptivos com as regras”, disse.

Para o professor de matemática Josias Mendes, que leciona na escola há 10 anos, o cenário do ambiente escolar está se transformando aos poucos. “Os alunos já se atentaram para a rotina disciplinar. Estão se comportamento melhor em sala de aula. A relação com os colegas de sala e com os professores tem sido mais respeitosa. É fruto da implantação do EBM, e em pouco tempo”, observou.

Mendes comentou ainda que alguns alunos que costumavam dar um pouco de trabalho para os professores, hoje se comportam de forme diferente. “Os próprio militares comentam que nossos alunos se adaptaram fácil às regras e normas que a nova modalidade exige”, contou.

O professor, que também mora no bairro onde a escola está inserida, disse que era visível o histórico de indisciplina na unidade, e por conta disso muitos professores tinham resistência em trabalhar na escola. “Vejo hoje que a maioria dos colegas gostaria de ser lotados aqui. Temos potencial para ser escola de referência no ensino no Estado”, ressaltou.

Para a professora Waldinéia Silva, a aula de espanhol na escola Elza Breves está sendo proveitosa. A organização em sala tem feito os alunos prestarem atenção nos conteúdos repassados. “Eles vêm de uma realidade em que ficavam transitando em sala, brincavam com o colega durante a aula e agora estão passando por um processo de reeducação. Só podemos dar aula de qualidade quando eles sentarem na cadeira e prestarem atenção no conteúdo repassado”, frisou.

Ela é professora na unidade há três anos e tem notado a mudança no comportamento dos alunos. “Está mais fácil ser professor aqui. Em casa eu comento com minha família que está mudando. Eu digo a eles se em menos de um mês já podemos notar mudanças, imagina daqui um ano”, disse.

 

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