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A ideia do governo do estado de transferir os alunos do Colégio Militar de Roraima “Cel PM Derly Luiz Vieira Borges” para a escola estadual Professor Hildebrando Ferro Bitencourt, no bairro dos Estados, gerou descontentamento por parte de pais e dos próprios estudantes. Na manhã desta sexta-feira (11/8), no plenarinho da Assembleia Legislativa de Roraima, eles estiveram reunidos com o vice-presidente da casa, deputado Coronel Chagas (PRTB), que garantiu mediar junto ao Executivo para resolver a questão.

No encontro, os alunos relataram que foram os últimos a saberem da decisão do governo e, após tomarem conhecimento, solicitaram a reunião com o deputado Coronel Chagas. “A escola Hidebrando Ferro Bitencourt não tem estrutura para atender nem os alunos que já estudam lá, imagina para receber mais 600 estudantes do Colégio Militar”, comentou uma aluna que pediu para não ser identificada, pois, segunda ela, o encontro com o deputado pode ser interpretado como manifestação, rebeldia e pelo regimento do Colégio Militar. “Não estamos sendo rebeldes, só não queremos sair de onde estamos para um prédio sem estrutura adequada para continuarmos nossos estudos”, disse.

A aluna do Colégio Militar disse ainda que visitou a escola Hildebrando Ferro Bitencourt e observou que a unidade de ensino possui goteiras, as salas não são climatizadas e nem têm espaço suficiente para mais 600 estudantes, entre outras observações. “O Colégio Militar foi criado para ofertar um ensino diferenciado das demais escolas públicas do Estado.

Então como ficará esse ensino com essa mudança?” questionou a estudante, lembrando que a lei que criou o Colégio Militar (Lei Complementar 192 de 30/12/2011) no artigo 5° determina que o ingresso no ensino Fundamental e Médio tem que ser por meio de concurso de admissão e o artigo 11º esclarece que funcionará nas instalações da Academia de Polícia Integrada Coronel Santiago (Apics) até que tenha sede própria.

Noelda Nogueira, mãe de aluno, explicou que o Colégio Militar cresceu e aumentará mais ainda o corpo discente porque neste ano haverá processo seletivo para o ingresso de novos estudantes e a academia de polícia não comporta mais. “O que reivindicamos é que não é correto colocarem os alunos em um prédio que não é adequado, que não tem capacidade física e nem estrutural para receber esses estudantes. Estão querendo agregar os alunos do militar com estudantes de outra modalidade de ensino. Não é vaidade, não é discriminação, mas os alunos estudaram, se esforçaram para ingressar no Colégio Militar, que é referência em Educação. Nós temos um problema e queremos que tenha uma boa solução”, ressaltou.

Chagas afirmou que os alunos e a Associação de Pais e Mestres estão preocupados e com razão. “O Governo deixou o Colégio Militar chegar nesta situação, por não ter executado a Lei Orçamentária de 2016, em que consta os recursos na ordem R$ 10, 5 milhões aprovados por unanimidade pela Assembleia, através de emenda da Comissão do Orçamento, para construção do colégio. Se tivesse iniciado as obras no ano passado com recursos que nós aportamos para isso, estaria agora entregando um colégio novo. Que política melhor seria para um governante entregar uma sede nova de um colégio militar, que alcançou maior nota do IDEB [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] de toda historia da Educação de Roraima. Precisamos encontrar uma solução”, declarou.

Coronel Chagas comentou que os alunos, pais e professores trouxerem a preocupação de que essa transferência não é adequada e que pode comprometer o rendimento dos alunos. “Temos que conversar com o Governo e autoridades do setor para buscarmos uma solução, de repente consigamos encontrar outro espaço que não comprometa o rendimento escolar dos alunos”, finalizou o parlamentar.

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