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Novamente o Campus Boa Vista do Instituto Federal de Roraima (CBV-IFRR) tem representante selecionado para o Programa Jovens Embaixadores. A edição 2019 contará com a participação da aluna do curso Técnico em Secretariado, Daniele Andressa Araújo Mesquita.

Durante o processo de seleção para o programa, a estudante se mostrou bastante determinada. Ela foi acompanhada e incentivada o tempo inteiro pela professora Naronete Nogueira. “Essa conquista foi muito mais mérito da própria Daniele, que, de forma determinada, abraçou a ideia e não mediu esforços para participar. Nós apenas a ajudamos a reunir a documentação exigida”, disse Naronete.

Daniele declara que, mesmo quando recebeu a informação de que Roraima não participaria da edição 2019 do programa, não desistiu. Seguiu em frente com o sonho de integrar a comitiva que vai aos Estados Unidos em janeiro de 2019.

“A princípio, fiquei muito triste com essa notícia, chorei bastante, pois já havia criado muitas expectativas com relação à seleção, mas não desisti. Pra mim, as chances eram muito pequenas por morar em Roraima, um estado pouco desenvolvido, mas, quando fui pesquisar um pouco mais sobre o programa, vi que me encaixava nos requisitos exigidos e percebi que tinha grandes chances”, relatou.

Ela falou também sobre as fases pelas quais teve de passar durante o processo de seleção. “Todas as fases foram bastante desafiadoras e, a cada resultado, eu já me sentia vitoriosa e tinha cada vez mais certeza de que era aquilo que eu realmente almejava. Eu pensava que era isso mesmo que eu queria pra minha vida!”, concluiu.

Daniela, que aprendeu inglês sozinha, conta que, desde pequena, sempre gostou de ouvir músicas internacionais. E foi sua paixão pela música que a fez se tornar uma autodidata no estudo do idioma.

“Desde pequena, tenho interesse por músicas internacionais, pois meu pai colocava essas músicas pra eu escutar quando era muito novinha. Quando completei catorze anos, tornei-me fã de uma banda americana e criei uma rede social especialmente para publicar notícias dessa banda. Mas aquilo não era suficiente. Eu precisava entender o que os integrantes falavam pra poder passar para as outras pessoas. Então, foi aí que comecei a estudar inglês no meu celular assistindo a filmes, séries, ouvindo músicas e alimentando minha rede social. Atualmente, avalio que meu inglês esteja em um nível de intermediário a avançado e acredito que, com a viagem, voltarei com mais fluência. Essa é a minha expectativa”, pontuou a estudante.

Sobre o programa, ela diz que representa uma oportunidade ímpar para a formação dos jovens participantes. “Acredito que esse programa seja um divisor de águas na vida das pessoas. Ele representa apenas uma das portas que se abrem para nós, pois outras dez se abrirão após essa experiência. Pretendo fazer contatos, aprender bastante por meio dos workshops e, posteriormente, divulgar mais o programa para que outros jovens tenham acesso”, explicou a jovem embaixadora.

Stars – Daniele se encaixa na filosofia do programa, pois, além de dominar a língua inglesa, participa de um importante projeto de cunho social, o “Stars”, desenvolvido pelos alunos do curso Técnico em Secretariado e coordenado pela professora Naronete, o qual, além de promover a prática da língua inglesa, com apresentações de músicas internacionais, tem como meta arrecadar donativos para serem doados a instituições sem fins lucrativos.

“Sou bastante ativista. Então, esse lado social, de ajudar o próximo, sempre me encantou. Não gosto de injustiça, principalmente de injustiça social. É algo que me incomoda bastante. Então, pra mim, é uma honra participar do Stars, que tem essa proposta fantástica de ajudar aqueles que mais precisam. Todas as escolas deveriam investir em projetos como esse para que mais jovens tenham a oportunidade de se inspirar a ajudar pessoas”, ressaltou Daniele.

Neste ano, o Stars, que traz o tema “Descobrindo talentos e promovendo a solidariedade”, ocorrerá no dia 1 de dezembro, no auditório do Centro Amazônico de Fronteiras (CAF), na UFRR. O evento é aberto à comunidade, e a entrada serão dois quilos de alimentos não perecíveis. A Daniele participará como cerimonialista.

Jovens Embaixadores – O Programa Jovens Embaixadores é uma iniciativa de responsabilidade social da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, em parceria com organizações públicas e privadas. Entre os nossos principais colaboradores estão o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a ampla rede de Centros Binacionais Brasil-Estados Unidos (BNCs), além de empresas que demonstram um claro comprometimento com a responsabilidade social corporativa: FedEx, MSD e IBM.

O programa é bastante concorrido e recebe candidaturas de todo o Brasil. Os selecionados viajam em janeiro para um programa de três semanas nos Estados Unidos. O programa tem como alvo alunos brasileiros que são exemplos em suas comunidades nos quesitos liderança, atitude positiva, trabalho voluntário, excelência acadêmica e conhecimento da língua inglesa.

Centro de Línguas – Como um dos requisitos para a participação no programa é o domínio da língua inglesa, muitos jovens deixam de participar. Nesse sentido, a professora Naronete destaca a importância da língua para a formação dos jovens alunos.

“A língua inglesa é muito mais exigida do que há alguns anos, em várias situações de formação e aperfeiçoamento acadêmico e profissional. Então, há que se investir no fortalecimento da língua inglesa, tanto na comunicação em sala de aula como em atividades de extensão. E, nessa linha, há a proposta institucional de implantação de um centro de línguas com o intuito de desenvolver os vários idiomas no âmbito de nossos campi. Assim, daremos condições aos nossos estudantes para que tenham domínio satisfatório de outras línguas e possam ampliar suas possibilidades de estudos, participações em programas como o Jovens Embaixadores e em diferentes intercâmbios”, explicou.

Histórico – Esta não é a primeira vez que um aluno do IFRR é selecionado para o Programa Jovens Embaixadores. Já é tradição a instituição ter representantes. Por exemplo, Alana Maria Carolino e Paulo Segundo participaram em 2009, quando a instituição ainda era Cefet; e Thainá Tsukuda, em 2013. Mais recentemente, em 2017, Juliana Carolina da Silva Lima, então aluna do curso Técnico em Eletrônica, foi um dos 50 jovens selecionados para o programa naquele ano.

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