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Lei aprovada determinou que a UERR destine 40% das vagas para alunos oriundos de escolas públicas e outros 40% para estudantes do interior

Quase 500 acadêmicos foram beneficiados pela Lei Estadual nº 1201/17 que reserva 80% das vagas dos cursos ofertados na Universidade Estadual de Roraima (UERR) para pessoas de Roraima, sendo 40% para alunos que estudaram todo o ensino médio em escolas públicas da capital e 40% para os estudantes do interior do Estado.

A lei foi sancionada em outubro de 2017 e já se aplicou ao último vestibular da instituição, totalizando 476 vagas. Os 20% restantes foram reservados para pessoas com deficiência, do programa Idade Ativa e candidatos que cursaram o Ensino Médio em escolas privadas e em outras unidades da Federação.

Autor do projeto que originou a lei, o ex-deputado Joaquim Ruiz (PDT) afirmou que a política corrige uma injustiça com os estudantes de Roraima, pois, segundo ele, a qualidade da educação no Estado é diferente em relação a outros estados, gerando uma concorrência desigual.

“Esse percentual dá oportunidades para o índio, negro, pardo e branco, que vão concorrer em igualdade de condições. A lei beneficia a população que mais precisa, a de baixa renda, dando acesso ao filho de um agricultor, para que se torne um médico e trabalhe no interior de Roraima, tendo a oportunidade de mudar a história do Estado”, disse.

O ex-parlamentar lembrou ainda que no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) a situação é pior, pois o exame beneficia alunos dos estados mais desenvolvidos, ficando a região Norte à margem do Ensino Superior. Emocionado, Ruiz lembra a luta para aprovar e garantir a aplicação da lei.

“Esse é o projeto da minha vida, meu maior legado, criando as cotas. Assim como a criação do curso de Medicina, que também é um projeto da minha autoria”, relembrou.

Na avaliação dele, esse vestibular revolucionou a história da UERR e o futuro do Estado com a distribuição das cotas. “Ver 109 candidatos de Boa Vista e 49 do Interior concorrendo ao curso de Medicina, é dar uma grande oportunidade para os estudantes, que jamais teriam essa chance na Universidade Federal. Imaginem a alegria dos pais desses alunos vendo o sonho se tornar realidade”, ressaltou.

AULAS - As aulas vão iniciar no dia 11 de fevereiro, sendo boa parte no Campus de Boa Vista. A exceção é para os cursos de Agronomia e Engenharia Florestal, que ocorrerão no Campus de Rorainópolis, a 298 km da Capital.

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