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Ocorrem até 30 de agosto as inscrições para o Programa de Bolsa Permanência, do governo federal. O programa é destinado aos estudantes indígenas ou quilombolas matriculados em cursos superiores presenciais ofertados pelas instituições federais. As inscrições devem ser realizadas por meio do SISBP - Sistema de Gestão da Bolsa Permanência, disponível no endereço www.sisbp.mec.gov.br/ .

As instituições federais de ensino superior terão até 30 de setembro de 2019 para analisar e autorizar os cadastros de inscrição considerados aptos nos termos da Portaria MEC 389, de 9 de maio de 2013. No IFRR - Instituto Federal de Roraima, a Comissão de Avaliação e Acompanhamento do programa, composta por servidores da instituição e por representantes do CIR - Conselho Indígena de Roraima, da OPIR - Organização dos Professores Indígenas, da sociedade civil e de comunidades indígenas, é a responsável por analisar a documentação comprobatória e por encaminhá-la à Reitoria do IFRR para posterior envio ao MEC.

Atualmente, no Campus Boa Vista, um total de 13 acadêmicos recebem a bolsa, como é o caso da acadêmica do 5º módulo do curso de Tecnologia em Gestão Hospitalar Renata Cristina Lucena Morais, da Comunidade Maracanã, Município do Uiramutã.

“A bolsa nos ajuda com as despesas mensais, e até com a manutenção de nossas casas. Com ela, mantemos, inclusive, o sustento de nossas famílias. É um recurso de grande importância e, de certa forma, serve de incentivo para continuarmos estudando. Eu até poderia conseguir estudar sem receber a bolsa, mas confesso que seria muito difícil. Acredito que esse incentivo deveria beneficiar um número maior de pessoas, não só os indígenas e quilombolas mas também outras minorias”, disse Renata.

Cleonicinalva de Lima Pereira, acadêmica do 6º módulo do curso de Licenciatura em Educação Física, também recebe a bolsa. Natural da Comunidade do Kaipî'ta, Município de Normandia, ela afirma que o auxílio representa um grande apoio para a permanência no curso.

“Com meus próprios recursos, eu não teria condições de me manter no Instituto Federal, pois, assim como muitos indígenas, não disponho de condições financeiras para me manter na cidade. Até porque nem sempre temos oportunidade de trabalho, e esse auxílio é um dos apoios que temos para ingressar e concluir o ensino superior. Com ele, eu pago o aluguel, as contas mensais, a alimentação e o transporte para me locomover até o campus. O valor ainda não é suficiente, mas está ajudando bastante a seguir adiante e não desistir do curso, pois, antes da bolsa, eu já estava pensando em abandonar, mas o recurso me ajudou a continuar. Portanto, ele representa uma excelente oportunidade para aqueles que realmente querem vencer na vida”, relatou.

Programa – É uma política pública voltada à concessão de auxílio financeiro aos estudantes aos quilombolas e indígenas matriculados em instituições federais de ensino superior, tendo em vista contribuir para a permanência e a diplomação dos beneficiados.

Bolsa – O recurso, cujo valor é de R$ 900,00, é pago diretamente aos estudantes por meio de um cartão de benefício.

De acordo com a diretora de Graduação do CBV, professora Ana Aparecida Moura, a concessão da bolsa representa um recurso decisivo para os estudantes para que concluam suas graduações.

“O programa é uma das mais importantes políticas de permanência no âmbito dos auxílios, pois a maioria dos alunos indígenas não dispõem de recursos para sequer sair de suas comunidades, e a bolsa os ajuda a se manter no curso. Outro fator importante que incentiva ainda mais esse público é que o recebimento dessa bolsa não inviabiliza o recebimento de outra, por exemplo, auxílio-alimentação ou bolsa de extensão”, explicou.

Para o diretor de Ensino do CBV, professor Ananias Noronha Filho, o programa garante não só o acesso, a permanência, mas também o êxito dos estudantes indígenas, que, com a bolsa, têm condições de superar as dificuldades.

“Para além de uma simples ajuda financeira, trata-se de dar condições para o transporte, a alimentação, a aquisição e a reprodução de materiais didáticos, e outras necessidades básicas. Por meio dessa bolsa, nossos acadêmicos têm alcançado resultados positivos nos seus estudos e nossa expectativa é que esse programa tenha continuidade, não sofrendo cortes por parte do governo, podendo, assim, continuar contribuindo para a inclusão dessa população”, disse.

Para obter outras informações sobre o funcionamento do programa, acesse o portal do MEC

 

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