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Material recolhido foi submetido a análise e deu fundamentação para a denúncia oferecida pelo MP Estadual.

0507 Promotor Marco Antônio Bordin de AzeredoO Ministério Público Estadual concluiu a análise preliminar do material apreendido na Assembleia Legislativa de Roraima quando da deflagração da operação denominada “Cartas Marcadas”, dia 15 de junho. A decisão é que foi decretado segredo de justiça para o bom andamento das investigações e que os envolvidos serão formalmente denunciados.

A operação do MPE que contou com o suporte decisivo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), concluiu esta semana que os elementos encontrados na investigação são suficientes para denunciar todos os envolvidos por “esquema de desvio de recursos públicos”.

Em análise preliminar do material apreendido também foi identificado a “montagem” dos processos licitatórios, utilização de notas fiscais falsas, falsificação de assinaturas e a utilização de empresas de “fachada”, registradas em nome de “laranjas”, as quais eram, de fato, de propriedade do irmão da presidente da Comissão Permanente de Licitação e do convivente da Diretora Administrativa Assembleia, para fraudar licitações, sonegar impostos e ocultar bens obtidos com o lucro dos crimes cometidos.

Os especialistas do MPE concluíram que as investigações mostram fortes indícios de que os recursos públicos desviados também foram utilizados para pagar a festa de casamento e a viagem para o exterior, em lua de mel, de dois investigados, ocorrida em abril deste ano. Em vídeos, que circulam nas redes sociais, é possível ver os noivos chegando de helicóptero na luxuosa festa.

O promotor de justiça e coordenador do GAECO, Marco Antônio Bordin de Azeredo, ressalta que “se trata de uma investigação complexa de vários crimes, praticados, em tese, habitualmente pelos inúmeros acusados. Porém, com o encerramento das oitivas no dia de hoje, iremos propor a ação penal pertinente e buscar o integral ressarcimento dos valores desviados do erário”.

Para garantir o bom andamento do caso e resguardar as provas existentes, o GAECO solicitou a decretação de segredo de justiça da investigação. Operação “Cartas Marcadas” apreendeu quinze veículos no total de mais de R$ 600 mil, R$ 356 mil em espécie e uma vultosa quantia em cheques. Na ocasião também foram sequestrados imóveis dos acusados no valor de mais de R$ 2 milhões, além do bloqueio das contas bancárias dos investigados em cerca de R$ 400 mil reais.

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