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0712 Seminario de politicas para as mulheres 2Apresentar os contextos em que acontece, os impactos dessa realidade e as políticas públicas implementadas, além dos aprimoramentos necessários. Esses foram os temas que nortearam as discussões do I Seminário Estadual Direitos Humanos e Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres, durante esta terça-feira (06). O evento realizado no auditório da Setrabes foi encerrado na tarde de hoje.

Órgãos do governo, instituições da sociedade civil e público, discutiram os temas propostos em mesas e grupos de trabalho, que serão concluídos em forma de relatório para a posterior execução de um plano de ações para 2017.
“As melhores soluções para os problemas da sociedade nascem justamente de debates em que muitas vozes são ouvidas e certamente as políticas públicas para as mulheres só têm a ganhar com eventos como esse. A nossa intenção é promover discussões assim a fim de promover as ações contra a violência de gênero em Roraima”, destacou a secretária do Trabalho e Bem-Estar Social, Emília Campos.

A coordenadora estadual de Políticas Públicas para Mulheres, Maria Eva Barros, explicou que as discussões foram essenciais. “Foi realizado um balanço das políticas, com seus avanços e desafios, para que os grupos de trabalho discutissem os desafios que ainda existem, de forma que saibamos quais serão os próximos passos e onde temos que estar mais focados”, disse.

Foram realizadas duas mesas de discussões: a primeira “Contextos, formas e impactos da violência contra as mulheres em Roraima” discutiu as situações na qual se desenvolvem a violência nos diversos grupos, dentre eles os indígenas, os tipos de violência, o contexto na qual ocorre e os impactos para a vida social e saúde das vitimadas. Participaram do debate instituições como a Delegacia da Mulher (Deam), Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Omir (Organização das Mulheres Indígenas de Roraima) e Numur (Núcleo de Mulheres de Roraima).

A delegada titular da Delegacia da Mulher, Maria Aparecida Fernandes Tavares, pontuou a relação das principais ocorrências registradas na Deam em 2015 em 2016: a ocorrência com mais registros é a de ameaça, seguida de lesão corporal, injúria, dano material e estupro (nesta ordem). A delegada também pontuou que no período de março a dezembro de 2015 foram expedidas 175 medidas protetivas e de janeiro a novembro de 2016, 338.

“Não existe classe social para a violência doméstica. Por isso, o que precisamos é de mecanismos que evitem a fase de explosão e da violência física. Para isso, a mulher precisa se fortalecer para vencer esses vínculos afetivos”, reforçou.
A programação da manhã encerrou com a discussão “Políticas públicas e o enfrentamento à violência contra a mulher”, com a participação do Juizado Especializado em Violência contra a Mulher, Defensoria Especializada em Violência contra a Mulher, Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Polícia Militar de Roraima, Instituto Médico Legal (IML) e Polícia Rodoviária Federal.

Uma das ações implementadas em Roraima é a Sala Lilás, que funciona 24 horas no IML (Instituto Médico Legal) para atendimento humanizado e garantindo privacidade às mulheres vítimas de violência. A diretora do Instituto, Marcela Campelo, apresentou dados sobre as mulheres vítimas de violência, incluindo a violência doméstica no Estado. A diretora pontuou que a maioria possui entre 18 e 35 anos, com prevalência de donas de casa e estudantes, sendo Senador Hélio Campos o bairro o maior número de ocorrências.

Uma das participantes do evento, a gestora pública em saúde, Claudete Ambrósio, vê como necessário o momento de debate, tendo em vista que “muitas vezes, a mulher sofre calada, por isso precisamos da união dos vários grupos e instituições para saber o que acontece e desenvolver políticas para ajudá-las”, pontua.

O período da tarde foi dedicado à apresentação de grupos de trabalho, conforme os temas apresentados durante as discussões nos dois dias de evento. “Queremos unir as instituições e sociedade civil organizada para definirmos as ações para elaboração do Plano de Ação para Enfrentamento da Violência contra a Mulher em Roraima”, completa Maria Eva.

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