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Durante reunião no início da tarde de segunda-feira (26) no Palácio Senador Hélio Campos, a governadora Suely Campos entregou ao ministro interino da Defesa, Joaquim Silva e Luna, ofício pedindo a instalação de um escritório do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) em Roraima, além de cópia dos projetos já protocolados no Palácio do Planalto, em Brasília, para reforçar a segurança pública em Roraima.

Os documentos foram recebidos pelo ministro Joaquim Silva, que assegurou que os pedidos serão analisados e o Governo Federal dará uma resposta. A reunião contou também com a presença do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Sérgio Etchegoyen, da cúpula de Segurança Pública do Estado e representantes do Exército Brasileiro.

“O nosso pedido está respaldado pelo elevado fluxo migratório de venezuelanos no nosso Estado. Até este mês, a Polícia Federal protocolou mais de 5.500 pedidos de refúgio de pessoas vindo da Venezuela para o Brasil e a primeira parada é em Roraima”, disse a governadora.

A governadora enfatisou que sua administração tem enfrentado de forma solitária o início da crise imigratória no estado. Acrescentou ainda às autoridades federais que mesmo com poucos recursos, todos os setores têm se empenhado a dar assistência mínima aos imigrantes venezuelanos. “Cobramos do Governo Federal que assumisse a responsabilidade por desenvolver ações mais efetivas, que pudessem minimizar os impactos da imigração”, lembrou Suely.

RECURSOS – O ministro Joaquim Silva disse no encontro que o Governo Federal já liberou um recurso de R$190 milhões para o Comitê Gestor de Ajuda Humanitária, coordenado pelas Forças Armadas. No entanto, ele esclareceu que esses recursos não serão repassados nem para o Estado nem para os municípios e que não há previsão de que possam ser utilizados na segurança pública. Contundo, não descartou a possibilidade de aprovação de planos de trabalho das Forças Armadas em conjunto com as forças de segurança estaduais.

“O Comitê ainda está fazendo o levantamento das demandas recentes ao acolhimento aos imigrantes e as ações de segurança. A aquisição de bens e execução dos serviços ocorrerão após a finalização dos processos licitatórios", explicou.

Segundo ele, a principal preocupação hoje é com relação à segurança da população. “Os agentes do Governo Federal vão se empenhar ainda mais para executar as ações de segurança e de acolhimento dos imigrantes venezuelanos”, frisou.

Joaquim Silva assegurou que já existe um planejamento de todas as ações das Forças Armadas. O primeiro passo já foi dado, o aumento do efetivo do Exército nas faixas de fronteiras do Estado.

“Aumentamos o efeito para 750 homens nas fronteiras localizadas nos municípios de Pacaraima e Bonfim. O reforço também foi estendido para o município de Normandia, ao longo da BR-174 e na região do Passarão, região rural de Boa Vista”, informou.

O ministro se justificou sobre o atraso na execução do processo de interiorização dos imigrantes venezuelanos, uma das principais medidas do Governo Federal para ajudar a minimizar os problemas da crise migratória.

“Devido ao surto do sarampo, deixamos a interiorização dos venezuelanos para um segundo momento. Mas acredito que no mês de abril daremos início a essa ação, o que vai diminuir a quantidade de venezuelanos em Roraima, facilitando ainda mais nosso trabalho de acolhimento aos imigrantes que chegarem ao Estado”, explicou.

REDUÇÃO DA CRIMINALIDADE – A secretária de Segurança Pública, Haydée Magalhães, o comandante da PMRR (Polícia Militar de Roraima), coronel Edison Prola, e a delegada Geral, Giuliana Castro, apresentaram aos ministros a situação da segurança pública no Estado.

Eles observaram que a insegurança em Roraima, provocada pelo aumento da criminalidade envolvendo imigrantes venezuelanos, se espalhou por todo o Estado. Além dos roubos e furtos, a Polícia Militar também registrou casos de homicídios praticados por venezuelanos na Capital e no Interior.

“Vivemos uma situação crítica na segurança, o que desencadeou a intolerância de boa parte da população em relação aos venezuelanos. Recentemente, recebemos reclamações de lideranças indígenas de Pacaraima, solicitando que o abrigo instalado naquele município fosse transferido para Boa Vista”, lembrou a governadora.

Para garantir mais tranquilidade à população, o Governo de Roraima deu início no final de semana a ‘Operação Roraima Seguro’. A ação conta com o apoio de todos os órgãos de segurança do Estado e será realizada uma vez por semana na Capital e no Interior.

“O trabalho dos agentes de segurança consiste no policiamento ostensivo em pontos estratégicos, onde existe maior vulnerabilidade. Precisamos manter as polícias nas ruas, para que a população tenha mais tranquilidade. Mesmo assim, precisamos que o Governo Federal nos forneça equipamentos de ponta, para ajudar no combate aos ilícitos na faixa de fronteira”, ressaltou.

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