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Dívidas trabalhistas com funcionários da empresa de alimentos Qualigourmet, de propriedade de Guilherme Campos – filho do ex-governadores Neudo e Suely Campos -, e dos sócios João Kleber Martins em o deputado Renan Filho, levaram a Justiça do Trabalho a realizar bloqueio de R$ 3 milhões das contas de todos os envolvidos.

Recentemente eles foram alvos da Operação Escuridão – que investiga fraudes em contratos milionários para alimentação de presos. Foram presas 11 pessoas que desviaram recursos públicos do sistema penitenciário de Roraima em contratos fraudulentos que somam R$ 70 milhões

A Polícia Federal descobriu que a Qauligourmet era registrada no nome de João Kléber Martins, mas que ele era o laranja de Guilherme de Campos, e contava com o apoio do deputado Renan Filho.

1705 Procurador do Trabalho Márcio de Aguiar Ribeiro

A partir do andamento do inquérito na PF, a investigação foi usada no pedido à Justiça ingressado pelo Procurador do Trabalho Márcio Aguiar na ação coletiva para cobrar os direitos trabalhistas dos empregados da Qualigourmet. O juiz Gleydson Ney Silva da Rocha, da 1ª Vara do Trabalho em Boa Vista, tornou indisponíveis todos bens móveis e imóveis dos três investigados.

Entre os argumentos da ação, o procurador citou que tiveram casos em que a Qualigourmet não efetuava o pagamento de salários até o 5º dia útil, deixou de pagar 13º dentro do prazo, e deve ao menos a 78 empregados o salário do mês de outubro de 2018 e a primeira parcela do décimo, além dos salários referentes aos meses
de novembro e dezembro de 2018.

Para o procurador do trabalho Márcio Aguiar, a empresa Qualigourmet tornou-se "um simples instrumento de repasse de valores" aos investigados, com "prejuízo dos direitos trabalhistas", ao mencionar os flagrantes da PF que mostram os investigados fazendo transações milionárias para o pagamento de propina.

Ainda na decisão, o juiz proibiu a empresa de descumprir as normas trabalhistas, principalmente e relação ao prazo para os pagamentos de salários, gratificação natalina e quitação das verbas rescisórias.

O procurador disse ainda que no prazo de 15 dias, todos os investigados terão de apresentar à Justiça do Trabalho os comprovantes dos pagamentos de salários de todos os empregados referentes aos meses faltantes de 2018 a maio de 2019, comprovantes do pagamento da gratificação natalina do ano de 2018, e comprovantes da quitação das verbas rescisórias dos empregados dispensados entre os anos de 2017 a 2019.

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