jrh log
ANO XIV - 1º jornal 100% online de Roraima desde 2014


Avaliação do Usuário

Estrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativa
 

Os atendimentos já passam de 200, e ao final da ação, se for identificada a necessidade, ações de medidas protetivas serão iniciadas

Divisão de Proteção da Vara da Infância e da Juventude do TJRR - Tribunal de Justiça de Roraima vem realizando durante toda esta semana ações de abordagens e orientações nos arredores da Rodoviária Internacional de Boa Vista José Amador de Oliveira, no bairro Treze de Setembro, com a proposta de garantir os direitos e a segurança de todos.

Os atendimentos estão sendo realizados com crianças e adolescentes imigrantes, e somente ontem, dia 30, mais de 40 crianças foram abordadas. De segunda-feira (27), até ontem foram mais de 200 atendimentos e a meta é chegar a 255. Em média, por dia, conforme informações da Divisão de Proteção, mais de 50 meninos e meninas são ouvidos pelos agentes de Proteção. O trabalho segue por toda esta sexta-feira (31).

Conforme a chefe da Divisão de Proteção da Vara da Infância e da Juventude, Lorrane Costa, inicialmente o trabalho consiste em entrevistas, visando avaliar a situação e, se necessário, entrar com ação de medida protetiva para acompanhamento judicial de cada uma dessas crianças e adolescentes que estão residindo de maneira improvisada no local.

“Com essa ação, crianças e adolescentes passam a ser acompanhados, garantindo que direitos violados, decorrentes da própria migração, tais como: falta de documentação civil, regularização de guarda, entre outros, sejam sanados, por meio de encaminhamentos. Além disso, realizamos também o trabalho de orientação e conscientização sobre a não utilização de crianças para a mendicância ou para o trabalho infantil”, informou.

A técnica judiciária, Marta Santos, que fez parte da ação na tarde desta quinta-feira, destacou que a principal meta deste trabalho é garantir a segurança dessas crianças e adolescentes. “Estamos verificando se elas estão em situações de risco, desacompanhadas, se precisam ser encaminhadas para abrigos ou em outras ações sociais, como a inclusão em unidades escolares ou até atendimentos médicos”, explicou.

No Brasil há quatro dias, a venezuelana Carmen Hernandez, de 29 anos, é mãe de três filhos, e para ela a ação do Poder Judiciário está sendo fundamental para que junto com os filhos ela possa receber orientações sobre como buscar ajuda quando o assunto é abrigamento, saúde e educação.

“Quando estávamos vindo não tínhamos ideia de onde a gente ia ficar. Ainda bem que tem esse abrigo provisório [Posto de Triagem da Operação Acolhida, localizado dentro do terreno da Rodoviária], para que possamos passar a noite com um pouco de dignidade. Temos crianças, e é bom saber que a Justiça se preocupa com os pequenos. Nos perguntaram várias coisas importantes sobre escola, vacinas, documentação. Precisamos providenciar para permanecer bem perante as leis brasileiras”, afirmou.

0
0
0
s2smodern

logo JRH down