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Cerca de 45% dos casos têm semelhança com Dislexia e Déficit de Atenção

0111 Psicóloga Jussara BarbosaEm sala de aula, a leitura e o aprendizado podem ser árduas tarefas para quem tem dificuldade de ler, e isso gera um baixo rendimento escolar e até mesmo profissional. No caso em que a má percepção visual se torna um problema diário, é possível que a pessoa tenha a síndrome de Irlen ou Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão. É uma condição neurovisual que provoca distorções visuais e desconforto durante a leitura. As distorções normalmente estão relacionadas a percepção de movimento (letras saindo do papel) ou perda da qualidade visual (embaçamento ou percepção de que a letra está se apagando), e isso causa prejuízo na compreensão do texto.

Semelhante às características da dislexia e do déficit de atenção, a pessoa com síndrome de Irlen apresenta desconfortos, como dores de cabeça, enjoos, sensação de tontura e fotofobia. Além disso, ela não consegue terminar de ler um livro por completo, em casos de grau avançado de Irlen. Na idade escolar de alfabetização, a criança com a síndrome pode fazer inversões, trocas de letras, pular palavras ao copiar, pular de linha ao tentar ler, e esses sinais são facilmente confundidos com a dislexia, que está relacionada a problemas de ordem neurológica.

Para evitar diagnósticos equivocados de Dislexia ou de Déficit de Atenção, a identificação da Síndrome de Irlen é feita por profissionais da saúde e educação devidamente capacitados. Jussara Barbosa é a primeira psicopedagoga de Roraima a se especializar pela Fundação Hospital de Olhos de Minas Gerais. – No Brasil, a Síndrome de Irlen é pouco conhecida, e por isso resolvi me especializar para que eu possa fazer o diagnóstico e tratamento do paciente de forma correta. No caso infantil, quando a criança sofre bullying devido à dificuldade de acompanhar a turma e não ter um bom rendimento escolar, é importante o tratamento para que ela possa seguir a sua vida normalmente, afirma Jussara Barbosa.

A identificação da síndrome é feita através da aplicação de um teste diagnóstico padronizado conhecido como Método Irlen, que inclui filtros espectrais bloqueadores de distorções e desconfortos visuais eventualmente presentes. – Com esse rastreamento é possível classificar o grau de intensidade das dificuldades visuais e de percepção dos casos suspeitos, explica a psicopedagoga. Qualquer pessoa que esteja enxergando bem tem chances de ser portadora da síndrome, já que se trata de uma disfunção da percepção e não uma patologia ligada diretamente aos olhos, portanto não pode ser detectada através de exames oftalmológicos de rotina, nem por testes padronizados para verificação de dificuldades de aprendizagem.

Foi a Dra. Helen Irlen, uma psicóloga americana, a responsável pela descoberta e pelos estudos internacionais sobre a síndrome que leva o seu sobrenome. É muito pouco difundida no Brasil, apesar de já ser investigada há mais de 25 anos na América do Norte e de haver centros de diagnóstico e tratamento em 42 países.

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