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2812 Visita do ministro da saude2Durante visita a Roraima para analisar a situação migratória no Estado, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, comprometeu-se a garantir todos os equipamentos necessários para o funcionamento do Hospital Délio de Oliveira Tupinambá (HDOT), em Pacaraima, fronteira com a Venezuela, que teve sua demanda ampliada em função da migração de venezuelanos para o Brasil. A unidade será reformada em 2017.

A governadora Suely Campos enfatizou que os venezuelanos sempre foram atendidos nas unidades de saúde do Estado, mas este fluxo se intensificou exponencialmente, gerando uma situação em que foi necessário recorrer ao Governo Federal. “Estamos aqui pedindo socorro e o ministro vai nos atender, equipando a sala de cirurgia e a sala de parto do hospital, para que possamos reforçar os atendimentos naquela unidade que hoje precisa de ajuda”, afirmou. Uma emenda parlamentar do deputado federal Remídio Monai destinou recursos para uma reforma completa na unidade, que deve iniciar no primeiro semestre de 2017.

Barros ratificou ainda o compromisso já assumido anteriormente pelo Ministério da Saúde em doar uma ambulância para a unidade, a qual, segundo ele, já está a caminho. Além disso, o ministro afirmou que serão liberados R$ 3,6 milhões por ano para financiamento de serviços no Estado. “Estou me colocando à disposição da governadora para ajudá-la nessa emergência em saúde. Espero, com essa parceria, poder ajudar o povo de Roraima e faremos esforço para que as pessoas venezuelanas possam ser atendidas com a mesma atenção que os brasileiros”, ressaltou.

O anúncio foi feito durante entrevista coletiva realizada após uma agenda de visitas que iniciou por Pacaraima e seguiu em Boa Vista, no Hospital Geral de Roraima. Na unidade ele conheceu a história de pacientes como Regina Suares, paciente venezuelana internada há 50 dias após uma cirurgia no intestino. “Aqui temos remédio, tem alimentação, estamos sendo bem atendidos”, elogiou a paciente de Santa Elena de Uairén, que segue acompanhada pelo marido.

Após o Estado decretar situação de emergência em saúde pública por 180 dias, no início de dezembro, o Ministério da Saúde enviou uma equipe a Roraima para definir estratégias para o atendimento à população venezuelana. As discussões ocorreram na semana passada, quando as equipes visitaram as unidades de saúde de capital e de Pacaraima, conheceram de perto a realidade enfrentada e apuraram as principais demandas de cada setor. Esta foi a segunda vez que uma equipe do Ministério vem a Roraima neste ano para tratar deste tema.

DADOS – Considerando HGR, maternidade e hospital de Pacaraima, neste ano já foram atendidos 5.827 venezuelanos. Se somados os dados do Pronto Atendimento Cosme e Silva e do Centro de Atenção Psicossocial de Pacaraima, são mais de 7,6 mil atendimentos até o momento. As internações de venezuelanos no Hospital Geral de Roraima aumentaram de 72 em 2014 para 176 em 2016 (até setembro), o que representa um aumento de 244,44%.

Além disso, o índice de internação de venezuelanos é maior (13 a cada 100 pacientes) em relação aos brasileiros (5 a cada 100 pacientes). Isso demonstra como o atendimento aos venezuelanos geralmente decorre de casos mais graves.

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