Avaliação do Usuário

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Você sabia que a cada real investido no fornecimento de medicamentos, o Governo gasta cinco reais para tratar as morbidades relacionadas a medicamentos (MRMs)? Atentos ao problema de saúde pública desse uso irracional pela população, os Conselhos Federal e os Regionais de Farmácia, se uniram numa campanha de promoção da adesão às terapias controladas, ao uso seguro e racional de medicamentos. A iniciativa visa a celebração ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, lembrado no dia 5 de maio.

O público-alvo da campanha não foi escolhido por acaso. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 70% dos pacientes com hipertensão, diabetes ou dislipidemias – na maioria, usuários de vários medicamentos –, não conseguem controlar suas doenças mesmo tendo diagnóstico e prescrição de médicos.

Mesmo com as campanhas que promovemos todos os anos para acabar com a falta de conscientização - pois é um problema grave de saúde pública - ainda há muitos pacientes que não completam o tratamento receitado pelo médico, ou ainda, tomam os medicamentos sem prescrição. Em janeiro fizemos campanha contra a procura por medicamentos pelos sites de busca, mas ainda assim há aumento quanto a essa prática perigosa” alertou o presidente do Conselho Regional de Farmácia de Roraima (CRF/RR), Adônis Motta.

Além de promover a conscientização da população sobre a importância do acompanhamento farmacêutico para a prevenção de danos e o uso seguro dos medicamentos, os conselhos querem utilizar a campanha para contribuir de forma mais efetiva para a reversão das estatísticas. Durante todo o mês de maio, os voluntários engajados na iniciativa buscarão serviços públicos de saúde, como as UBSs e as farmácias públicas, para verificar se pacientes que usam vários medicamentos ao mesmo tempo, têm acesso e aderem ao tratamento medicamentoso ou não.

A proposta é envolver, também, os farmacêuticos dos serviços onde será feita a coleta dos dados, para que eles, ao entrevistar os pacientes, tenham melhor compreensão do problema, e consigam traçar estratégias para resolvê-lo. O estudo será feito em 24 das 27 unidades federativas. A expectativa é divulgar o resultado durante o Congresso do Conselho de Secretários Municipais de saúde, em julho. Os conselhos de Farmácia esperam sensibilizar os gestores públicos. “É uma iniciativa que visa à melhoria da qualidade da assistência à saúde e racionalizar gastos do sistema público”, comenta o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter da Silva Jorge João.

Prejuízos em números - Há vários danos causados por medicamentos sem o devido cuidado, além de graves, custam R$ 60 bilhões ao ano para o Sistema Único de Saúde (SUS). As mais onerosas são as causadas por reações adversas (39,3% dos gastos), pela não adesão ao tratamento (36,9%) e pelo uso de doses incorretas (16,9%). Metade dos casos poderia ser evitada com supervisão mais cuidadosa e efetiva dos tratamentos (UFRGS/2017).

Em outro estudo, o órgão apurou que 82% dos pacientes que utilizavam 5 ou mais medicamentos de uso contínuo o faziam de forma incorreta ou demonstravam baixa adesão ao tratamento. Um em cada três pacientes abandonou algum tratamento, 54% omitiram doses, 33% usaram medicamentos em horários errados, 21% adicionaram doses não prescritas e 13% não iniciaram algum tratamento prescrito.

Por ocasião da divulgação dos resultados, serão apresentados também os dados do Projeto Cuidado Farmacêutico no SUS, do CFF, que visa à inserção do cuidado farmacêutico na rotina das unidades básicas de saúde. Já implantado em 119 municípios brasileiros, o projeto está capacitando cerca de mil farmacêuticos para o atendimento direto ao paciente.

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