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A conclusão é do estudo norte-americano com 10 portadores da doença que mudaram alimentação durante 3 meses

O neurocirurgião Fernando Gomes Pinto, diretor da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia comenta que o resultado da pesquisa realizada na Universidade de Kansas (EUA), publicada na revista Alzheimer & Dementia: Translational Research & Clinical Intervention, aponta um novo caminho para tratamentos e mais qualidade de vida para portadores da doença degenerativa que leva à perda de memória e demência.

No estudo piloto, dez portadores de Alzheimer mudaram a alimentação por três meses e foram submetidos à dieta cetogênica, baseada em ingestão mínima de carboidratos e rica em gorduras, que faz com que o corpo queime gordura como combustível. Os portadores da doença foram avaliados antes e depois dos três meses. "Após o período de dieta, houve melhora da função mental, incluindo a memória e, um mês após ter sido interrompida, pacientes voltaram ao estado mental inferior, semelhante como estavam antes da pesquisa", conta Dr. Fernando.

O especialista explica que o Alzheimer cria dificuldades para os neurônios utilizarem a glicose como fonte de energia para célula. A dieta cetogênica, por sua vez, aumenta o consumo da gordura pelo corpo como forma de obtenção de energia para a célula e reduz o consumo de carboidrato para essa função.

Com menos carboidrato, fica reduzida a produção de insulina, o que faz o fígado oxidar a gordura da alimentação e do corpo em "corpos cetônicos", que são usados pelos neurônios doentes como forma de energia, já que não conseguem utilizar a glicose para este fim."Só no Brasil, temos 1,5 milhão de pessoas com Alzheimer e essa doença ainda não tem cura. O resultado desse estudo, apesar de estar na fase piloto, nos deixa esperançosos e aponta um novo caminho para o tratamento e melhor qualidade de vida para as pessoas acometidas por esse tipo de demência", ressalta o médico.

A dieta cetogênica elimina das refeições todos os alimentos ricos em carboidratos (arroz, macarrão, batata, milho, pães, bolos e doces) e aumenta o consumo de alimentos ricos em gorduras, como queijos, creme de leite e iogurtes sem açúcar, mantendo boa quantidade de proteínas na alimentação, como carnes, peixes e ovos. O neurocirurgião lembra que, antes de mudanças radicais nos hábitos alimentares é preciso consultar o médico para definir a melhor dieta para cada caso.

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