Avaliação do Usuário

Estrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativa
 

Desde 2016, quando começou o fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil, o Governo de Roraima vem alertando para a implantação de uma barreira sanitária e cobrança obrigatória de vacinação na fronteira com a Venezuela. Essas ações não foram implementadas pelo Governo Federal, e doenças como o sarampo foram reintroduzidas no Brasil, atingindo principalmente Roraima.

A doença estava erradicada no País desde 2015, quando o Ceará registrou um surto. Porém houve a confirmação do primeiro caso em fevereiro deste ano em uma criança venezuelana.

Desde então, conforme o boletim mais recente divulgado pela CGVS (Coordenação Geral de Vigilância em Saúde) da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde), já foram confirmados 272 casos da doença somente em Roraima, de onde a doença já se espalhou por outros oito estados: Amazonas, Rondônia, Pará, Mato Grosso, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, todos esses com casos confirmados. Outros três Estados possuem casos ainda em investigação: Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

Antes mesmo do primeiro caso ser confirmado em Roraima, as autoridades de saúde locais começaram a tomar providências. Foram realizados treinamentos de profissionais, tanto pela Sesau quanto pelo MS (Ministério da Saúde). Também houve a antecipação da campanha de vacinação para o mês de março.

Para Daniela Souza, coordenadora geral de Vigilância em Saúde, a vacina é a forma mais eficaz de evitar a doença. “O sarampo é uma doença altamente contagiosa e cada dia o número de casos confirmados aumenta e faz com que seja essencial que quem tem entre seis meses e 49 anos e ainda não se vacinou procure pelo posto de saúde mais próximo e receba a sua dose”, afirmou.

Até agora são 272 casos confirmados, 109 permanecem em investigação e 41 casos foram descartados. Entre os casos confirmados, houve quatro mortes confirmadas causadas pelo sarampo, três em venezuelanos e um indígena brasileiro da etnia Yanomami. Os testes foram confirmados pelo Lacen-RR (Laboratório Central de Roraima) e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Dentre os casos confirmados, 79 são em brasileiros, destes, 14 são indígenas. Entre os venezuelanos a ocorrência da doença é mais numerosa. São 191 casos, sendo 120 em indígenas do país vizinho.

VACINAÇÃO – Entre os dias 6 e 31 de agosto, paralelamente à Campanha de Vacinação contra Poliomielite, será realizada uma nova etapa da campanha contra o sarampo. Ela tinha sido antecipada para março deste ano, numa primeira etapa, quando surgiram os primeiros casos suspeitos aqui no Estado.

Nesta edição da Campanha, todos os adultos com menos de 50 anos precisam atualizar a vacina contra o sarampo. Os menores de 49 anos, devem tomar uma dose, já os menores de 30 anos, duas doses.

Além disso, em Roraima, as crianças com idade de seis meses a 11 meses e 29 dias, também recebem uma dose da vacina contra o sarampo. Ela é chamada “dose não-válida”, aplicada por conta do surto da doença no Estado. Ao completar um ano de idade, é preciso tomar mais uma dose “válida”, essa, já como parte do calendário de rotina de vacinação.

Em 2016, a Organização Mundial de Saúde declarou a região das Américas área livre do sarampo. Mas o vírus voltou a circular em 11 países das Américas em 2018. A Venezuela é o país com maior incidência da doença, concentrando 85% dos casos.

SARAMPO - O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa e mais comum na infância. Os sintomas iniciais são: febre, tosse, irritação ocular e manchas avermelhadas. A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença.

A única forma de prevenção é a vacinação. O SUS (Sistema Único de Saúde) disponibiliza a vacina tríplice viral, que evita o sarampo, a caxumba e a rubéola. A vacina é ofertada durante o ano todo e pode ser encontrada nos postos de saúde de cada município.

0
0
0
s2smodern

logo JRH down