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Coordenado pela Abril Inteligência e realizada com apoio da AstraZeneca e do Curso Endodebate, levantamento revela que a maioria da população desconhece a seriedade das complicações da doença, apesar do diabetes ser a quinta maior causa de mortes no Brasil 

Embora esteja ligado à principal causa de morte em todo o mundo e à quinta em maior incidência no país – as doenças cardiovasculares¹ – o diabetes ainda é motivo de dúvidas para os brasileiros. A maioria da população ainda desconhece conceitos básicos sobre a doença, especialmente relacionados às complicações cardiovasculares. É o que aponta a pesquisa inédita “Diabetes: o que os brasileiros sabem e não sabem sobre a doença”², realizada pela Abril Inteligência com apoio da AstraZeneca e do Curso Endodebate.

O levantamento mostra que a população, no geral, relaciona o diabetes principalmente a problemas de visão e amputação, sendo que doenças cardiovasculares são condições muito mais graves e que podem levar à morte. Apenas 43% dos diabéticos e 27% dos não diabéticos acreditam que o diabetes pode ter relações com a incidência de um acidente vascular cerebral (AVC).

A pesquisa mostra ainda que alguns mitos associados à doença são vistos como corretos por boa parte dos entrevistados: 50% dos diabéticos acreditam que o diabetes é hereditário, e 35% acreditam que o diabetes é uma doença emocional, ligada ao estresse. O mito de que diabéticos nunca mais podem comer açúcar é considerado verdadeiro para 31% dos diabéticos e para 26% dos não diabéticos, o que mostra o desconhecimento de grande parte dos diabéticos sobre cuidados com a doença.

Para o Dr. Carlos Eduardo Barra Couri, endocrinologista pesquisador da USP e médico responsável pela pesquisa, os dados relevam resultados preocupantes. “O desconhecimento do paciente com relação às complicações da doença é real e precisa ser combatido em diversas frentes. Possibilitar que o paciente alcance a meta glicêmica ideal, o mais rápido possível, após o diagnóstico é essencial para diminuir o risco de complicações futuras, e para isso o paciente precisa estar empoderado e informado sobre os impactos do diabetes mal controlado”.

O levantamento também mostrou que o brasileiro entende a importância da adoção de hábitos saudáveis para o controle do diabetes. Mas, do conhecimento a uma atitude, há um longo percurso. Apenas 58% dos diabéticos afirmam ter uma alimentação balanceada, e apenas 23% afirmaram praticar atividade física de três a quatro vezes por semana.

Para 35% dos diabéticos, a restrição alimentar é o que mais incomoda no tratamento. Já quando o assunto é a realização de exames, 46% dos diabéticos não realizam check-ups a cada seis meses, período considerado ideal pela classe médica. Ainda segundo os dados, pouco mais da metade dos diabéticos (56%) já realizaram o exame para medir a curva glicêmica, um teste oral que mede a tolerância a glicose e é utilizado para investigação do diagnóstico do diabetes. Já o exame de hemoglobina glicada, que avalia a média glicêmica do paciente, é bem mais popular entre os diabéticos: 91% afirmaram já terem realizado o exame ao longo da vida, ainda que 24% deles não saibam definir qual a função do exame.

Para o Dr. Barra Couri, a chave para o bom controle da doença está na descoberta e adesão precoce ao tratamento. “É comprovado que o tempo dispendido entre o diagnóstico e o início do tratamento terá relação direta com uma melhor ou pior qualidade de vida do paciente diabético”, finaliza o especialista.

A pesquisa “Diabetes: o que os brasileiros sabem e não sabem sobre a doença” foi realizada de forma online nas cinco regiões brasileiras, entre os dias 23 de março e 19 de abril de 2018, com participação de 1050 entrevistados, sendo 387 diabéticos (53% mulheres) e 663 não diabéticos (52% homens), e contemplou as classes A, B e C.

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