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Nos dias atuais em que a preocupação com a alimentação cada vez mais saudável só cresce, é preciso lembrar que hábitos saudáveis devem ser ensinados desde cedo. E é por esta razão que a criançada precisa ser estimulada a comer ‘comida de verdade’ até mesmo na hora do lanche da escola.

Para Lusyanny Parente Albuquerque, nutricionista materno infantil e professora do Centro Universitário Estácio da Amazônia, a correria diária dos pais acaba comprometendo os hábitos alimentares da criança quando se opta por lanches mais práticos, que não precisam de preparo ou demandam pouco tempo para ficar prontos.

“Vai comprometer os hábitos alimentares e a saúde da criança tanto a curto quanto a longo prazo, visto que este lanche será realizado cinco vezes por semana. A formação de hábitos alimentares saudáveis ainda na infância é de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento saudável da criança”, explica.
Portanto, o alerta da especialista é para evitar alimentos industrializados, pois na grande maioria “são ricos em açucares, sódio, aditivos e conservantes”. “Na hora de montar a lancheira não se pode esquecer que esse lanche deve ser saudável e equilibrado do ponto de vista nutricional. Portanto, é importante preferir alimentos in natura ou minimamente processados”, orienta.

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A nutricionista Talita Nascimento completa, ressaltando que a preocupação com os alimentos industrializados é necessária porque eles são grandes ‘vilões’ da alimentação e responsáveis por contribuir para o desenvolvimento de doenças como obesidade, diabetes e câncer, quando consumidos com muita frequência.

De acordo com a professora Lusyanny, a Sociedade Brasileira de Pediatria já determinou o que deve conter numa lancheira saudável da criançada. Um dos produtos que não pode faltar é a fruta, que fornece vitaminas e minerais essenciais a saúde.

“O ideal é oferecer essa fruta com casca, quando possível [ameixa vermelha, caju, pera, uva, maçã e goiaba], ou escolher frutas que a casca possa ser retirada com facilidade pela criança [banana]. Para crianças menores, pode-se oferecer a fruta picada [manga, mamão, melancia, goiaba e melão]”, sugere.

Outro produto que não pode faltar é uma fonte de carboidrato para garantir a energia dos pequenos. Na lista dos alimentos, a nutricionista inclui tapioca, cuscuz, bolos e muffins (sem adição de açúcar) para crianças menores de dois anos. Já para quem tem mais idade, os pães caseiros, biscoitos simples sem recheio, bolos caseiros e muffins podem ser a algumas opções.

A proteína é tão importante quanto porque ajuda a manter a saúde da criançada e auxilia no crescimento e desenvolvimento. Na lista, ela sugere queijos, ovos, frango desfiado, carne moída ou hambúrguer caseiro, leite e iogurte natural.

Por fim, a nutricionista ressalta a necessidade de se pensar no líquido para hidratar os pequenos. Segundo ela, o ideal é servir apenas água, água de coco ou suco de fruta natural, mas que tenha o mínimo de açúcar.

A professora orienta ainda que é importante incluir a criançada no processo de preparo dos alimentos, o que acaba estimulando cada vez mais a comer o que está fora do pacote e da caixinha. “Uma estratégia é leva-lo na feira ou no supermercado para fazer as compras. Pedir ajuda na hora de preparar e montar a lancheira. Usar a criatividade também é uma forma de atrair a atenção e curiosidade da criança. Uma banana pode ganhar olhinhos, uma fatia de abacaxi pode ganhar um rostinho feito com outras frutas, o utensílio pode ser de um personagem que a criança goste. Lembre-se a criança é curiosa, gosta de vivenciar novas experiências”, conclui.

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