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Especialista alerta para os cuidados e consequências do diabetes na população feminina

O diabetes é uma doença, frequentemente silenciosa, que pode afetar homens e mulheres em qualquer idade. Nos últimos tempos, a doença tem sido identificada com mais frequência na população feminina. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 8% das mulheres - ou 205 milhões - vivem com diabetes em todo o mundo.

Para as mulheres, lidar com o diabetes pode exigir maiores cuidados. Na jovem, a doença, quando não controlada, pode causar alterações menstruais e também pode estar associado à Síndrome do Ovário Policístico.

Segundo a Dra. Lenita Zajdenverg, Coordenadora do Departamento de Saúde da Mulher e Gestação da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), durante a gravidez, níveis elevados de glicose no início da gestação podem provocar malformações no bebê. “A mulher com diabetes deve planejar a gravidez e somente suspender o uso de métodos contraceptivos após realizar avaliação médica criteriosa e quando alcançar bom controle da glicemia”, afirma.

Em algumas mulheres o diabetes surge durante o período da gestação, conhecido por diabetes gestacional. Este tipo de diabetes é diagnosticado principalmente a partir do sexto mês, pode acometer qualquer gestante e, caracteristicamente, sem apresentar sintomas. “Por este motivo, é recomendado que as futuras mamães pesquisem os níveis da glicemia durante o pré-natal independentemente de ter histórico para a doença”, comenta Lenita.

O aparecimento da doença durante a gravidez é frequente. “Estamos observando um crescimento do número de casos de diabetes gestacional, resultado do aumento da prevalência de obesidade e sobrepeso da população feminina e também do crescimento do número de gestações em mulheres com idades mais avançadas”.

Apesar de qualquer gestante possa desenvolver diabetes gestacional, aquelas que estão acima do peso, em idade mais avançada ou têm familiares com diabetes, têm maior risco de desenvolverem a doença. O diabetes gestacional, quando não tratado, pode levar ao risco aumentado de complicações fetais e partos prematuros.

Mulheres que tiveram diabetes gestacional, apesar de frequentemente apresentarem normalização dos seus níveis de glicose após o parto, são pertencentes ao grupo de alto risco para desenvolver diabetes ao longo da vida. “A prática regular de atividade física, bem como uma alimentação saudável são importantes aliados para evitar que o diabetes que surge na gestação se torne permanente”, explica a endocrinologista.

Na maturidade, a mulher tem maior risco de desenvolver diabetes por conta das alterações no metabolismo que ocorrem após a menopausa. Nesta fase, é frequente a mulher evoluir com aumento da gordura corporal. “É necessário que a mulher na menopausa receba ajustes em sua medicação regular, além da avaliação e tratamento de fatores de riscos cardiovasculares, que comumente estão associados ao diabetes”, comenta.

Ainda segundo a Dra. Lenita Zajdenverg, é importante que o rastreamento do diabetes seja inserido na rotina de exames, possibilitando sua pesquisa e tratamento adequado, visto que o diagnóstico tardio pode gerar consequências para o organismo. “O grande segredo é conhecer os diferentes cuidados que a mulher deve ter com o diabetes ao longo das diferentes fases da vida. Da mesma forma que as mulheres fazem o rastreamento de doenças ginecológicas, elas precisam estar atentas ao diabetes”, finaliza.

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