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As doenças inflamatórias intestinais (DII) são caracterizadas pela inflamação crônica do intestino, podendo atingir qualquer faixa etária, porém, é mais comum que surjam antes dos 30 anos. Maio é o mês de alerta para as Doenças Inflamatórias Intestinais; cor roxa simboliza prevenção e cuidados.

As enfermidades englobadas no termo DII são a colite ulcerativa, que provoca inflamação de longa duração e feridas (úlceras) no revestimento interno do intestino grosso (cólon) e reto, e a Doença de Crohn, que acomete o revestimento do trato digestivo, muitas vezes se espalhando profundamente nos tecidos afetados. Os principais sintomas são a diarreia grave, dor abdominal, fadiga e perda de peso.

Segundo artigos publicados no Current Opinion in Gastroenterology, o número de casos dessas doenças no Brasil é de aproximadamente 13,3 para cada 100 mil habitantes. Para o Dr. Alexander de Sá Rolim, cirurgião do aparelho digestivo e proctologista especialista em doença inflamatória intestinal da Rede de Hospitais São Camilo de SP, apesar de os dados serem escassos, é notável o aumento do diagnóstico na prática clínica.

“Ainda não há uma causa comprovada para o desenvolvimento das doenças inflamatórias intestinais, mas as hipóteses mais relevantes são o mau funcionamento do sistema imunológico, que ao tentar combater um vírus ou bactéria invasora, atinge as células do trato digestivo. A hereditariedade também parece influenciar, recorrente de pais para filhos”, conta.

Fatores de risco - De acordo com o especialista, o tabagismo é um fator de risco importante, principalmente para o desenvolvimento da Doença de Crohn. “Além disso, observa-se que os medicamentos anti-inflamatórios não esteróides, uma dieta rica em produtos industrializados com excesso de gordura ou refinados também desempenham um papel importante para o surgimento da inflamação no intestino”, explica.

Tratamentos - Embora não exista a cura para as doenças inflamatórias intestinais, o especialista do Hospital São Camilo ressalta que a medicina já possui caminhos alternativos para o controle da inflamação.

“A terapia biológica, classe de medicamentos produzidos a partir da matriz de DNA, são utilizados para bloquear o avanço em casos moderados e graves. Vale ressaltar também os imunossupressores, combinação de drogas que libera substâncias químicas que auxiliam o sistema imunológico. São opções que melhoram muito a resposta do organismo e qualidade de vida do paciente”, conta. (Fonte: Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo)

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