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O encontro entre autoridades locais e os ministros da Justiça Torquato Jardim, da Justiça e Segurança pública, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República Sérgio Etchegoyen e o da Defesa Raul Jungmann, quinta-feira, 8, na Base Aérea de Boa Vista, parece ser um começo para se solucionar a crise migratória descontrolada de venezuelanos, que atinge o espantoso número de quase 100 pessoas e já se espalham pelas praça da cidade, e vem causando problemas estruturais sérios na vida do boa-vistense.

Durante a reunião surgiu a ideia de um plano de "interiorização", como chamou o ministro Torquato Jardim que tem o objetivo de integrar um total de mil venezuelanos ao mercado de trabalho em 90 dias. Torquato Jardim não deu detalhes para quais estados o governo federal pretende enviar esses imigrantes, mas explicou que a ideia é aproveitar a mão-de-obra qualificada. "A maior parte deles tem curso superior", enfatizou.

A prefeita Teresa Surita, de Boa Vista, foi uma das participantes do encontro, na manhã de quinta-feira. A governadora Suely Campos não se fez presente, como havia anunciado e esperou para receber a comitiva federal em Palácio. As autoridades vieram a Roraima acompanhar os problemas decorrentes dessa imigração venezuelana descontrolada. O encontro ocorreu a portas fechadas na Base Aérea de Boa Vista.

Após o encontro, as autoridades partiram em comitiva para uma breve visita à Praça Simón Bolívar, no trevo que dá saída para Manaus e aos países vizinhos – Venezuela e Guiana –, no bairro São Vicente. No local, a prefeita ouviu as queixas dos refugiados, tendo na falta de comida, água e local apropriado para fazer higiene pessoal as principais reivindicações.

Um dos líderes dos acampados na Praça apresentou à prefeita uma lista com os nomes de mais de 600 líderes de família que estão ocupando de forma inadequada aquele espaço público. Teresa garantiu que vai se reunir com assessores para ver o que será possível fazer, no sentido de diminuir o sofrimento dessas pessoas, sobre as mulheres com filhos menores. Mas garantiu que o mais importante foi a visita das autoridades federais, a quem cabe encontrar uma saída digna para todos.

“Essas pessoas estão aqui, no caso, porque não têm casa onde morar, não têm trabalho, não têm comida, não têm condições nenhuma e, inclusive, com crianças. Nós viemos fazer uma visita, conhecer e mostrar esse problema para os ministros que estão visitando Boa Vista e mostrar a grave situação de uma crise humanitária que nós estamos enfrentando aqui em Boa Vista e em Pacaraima também, que é a entrada da cidade”, disse a prefeita

REFORÇO - A prefeita destacou ainda que a visita dos ministros serviu como um reforço ao apelo no sentido de conscientizar o governo federal de que, se não houver um controle na fronteira, Roraima não tem condições de dar conta desse número de pessoas que estão chegando.

“Também, o pedido de que haja uma ação olhando a questão humanitária das pessoas que estão aqui, daquelas que querem aqui permanecer e daquelas que querem seguir para outros estados. Esse foi mais um encontro de tantos que já tivemos e, agora, a gente precisa realmente aguardar, porque essa é uma situação que não depende das autoridades do estado de Roraima de resolver. Está além da nossa capacidade, depende do governo federal, então vamos aguardar”, disse.

Além da prefeita e dos ministros, a visita aos refugiados que ocupam a Praça Simón Bolívar contou com a participação do senador Romero Jucá e dos deputados federais Abel Galinha e Maria Elena. O senador explicou que a situação é realmente grave e que precisa de uma solução urgente da parte do governo federal. “Nenhuma dessas pessoas está aqui porque quer estar, elas vieram enxotados pela fome e pela falta de remédios”, reconhece Jucá.

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