Avaliação do Usuário

Estrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativa
 

Jhonatan falando em nome da bancada federal: "O regime venezuelano não dá sinais de arrefecimento, o que traz perspectiva de agravamento do caos”

Durante visita do presidente da República Michel Temer ao estado de Roraima nesta segunda-feira, 12, o deputado federal Jhonatan de Jesus – em nome da bancada roraimense – fez a leitura de documento contendo sugestões de ações a serem adotadas em virtude da crise migratória. Os parlamentares solicitam que, em caráter de urgência, sejam adotadas medidas para amenizar os problemas gerados pela imigração venezuelana para salvaguardar tanto os roraimenses quanto os imigrantes.

Dentre as medidas, o documento solicita a instalação de patrulhamento do Exército Brasileiro nas ruas de Boa Vista, de forma a garantir segurança e tranquilidade nos locais públicos. Além de controle efetivo da fronteira, de forma a evitar a entrada de venezuelanos em débito com a Justiça daquele país, com exceção dos comprovadamente atingidos pela tirania do regime que atormenta o povo e que não representem perigo ao país.

E também, a implantação de pontos de controle do Exército para verificar a entrada de imigrantes ao longo da BR 174, trecho Pacaraima – Boa Vista, uma vez que, sendo esse fronteira seca, milhares dos venezuelanos que estão em Boa Vista passaram ao largo da verificação documental indispensável ao ingresso no país.

“Estas sugestões apresentadas devem ser caracterizadas como ações de longo período, haja vista que Roraima não está diante de problema passageiro, mas, sim, de situação de longo espectro, que pode levar décadas para encontrar solução. Isso porque o regime venezuelano não dá sinais de arrefecimento, o que traz perspectiva de agravamento do caos por nós vivenciado”, afirmou o parlamentar em nome da bancada.

O documento requer ainda a destinação imediata de recursos suficientes para atender a nova demanda pelos serviços de saúde, uma vez que os imigrantes invariavelmente chegam ao estado com necessidades de tratamento médico urgente. Bem como a destinação de recursos para a segurança pública que possibilite a compra de viaturas e armamentos.

Bem como o realocamento de Venezuelanos de Roraima para outras unidades da Federação, conforme hipótese considerada pelo ministro da Defesa, Raul Jungman. “Coube ao Estado de Roraima, em especial a sua capital, Boa Vista, entrar para a história do país como o ente federativo que, proporcionalmente, recebeu o maior contingente de imigrantes, no menor espaço de tempo”, ressaltou Jhonatan.

Ele destacou ainda a necessidade que sejam implantadas ações emergenciais pelo Governo Federal, com o apoio dos Governos do estado de Roraima e municípios diretamente envolvidos - Boa Vista e Pacaraima - voltadas especialmente para a saúde, como hospitais de campanha, com o uso das Forças Armadas.

CRISE - Jhonatan de Jesus destacou que os transtornos que a imigração desordenada de venezuelanos trouxe a Roraima, uma vez que nenhuma cidade, em qualquer país, estaria pronta para um incremento populacional da ordem de 20%, num período de apenas 180 dias. Fato este alertado por ele há um ano em discurso na Câmara.

“Falei na ocasião que viveríamos um caos, que afetaria sobremaneira os serviços essenciais como saúde, educação, segurança pública e mobilidade urbana. Não fomos ouvidos. Infelizmente, os órgãos que deveriam se responsabilizar honram a questionável tradição brasileira de só atentar para os grandes problemas quando beiram o limiar do insolúvel”, enfatizou.

Ele voltou a explicar que a crise política, social, econômica e humanitária que aflige a Venezuela, especialmente a partir de 2014, trouxe para o estado, a partir do segundo semestre de 2016, cerca de dez mil venezuelanos já reconhecidos oficialmente como imigrantes em Roraima.

Atualmente, este número é de aproximadamente 70 mil, sendo que 90% deles estão morando em Boa Vista – que antes do fluxo migratório, contava apenas com 332 mil habitantes. O fato se agrava quando se registra que 80% de todos os Venezuelanos que estão hoje em Boa Vista, segundo fontes oficiais, chegaram nos últimos seis meses.

A gravidade da situação é notória, cerca de 40% dos leitos dos hospitais de Roraima estão ocupados por venezuelanos e um percentual ainda maior de parturientes lota a única maternidade que atende, no máximo, 500 mulheres. Na segurança pública, boa parte das ocorrências policiais, infelizmente, envolve venezuelanos, ora como vítimas, ora como praticantes de crimes.

“Somos cientes do papel do Brasil diante dos tratados internacionais, especialmente quando se trata de uma nação irmã, caso da Venezuela. Porém, é necessário que atuação conjunta entre poderes de maneira coordenada, pois a realidade é cruel e desestabiliza todo o estado”, finalizou.

0
0
0
s2smodern

logo JRH down