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Segundo dados da DEAM, por dia, mais de 5 casos de violência doméstica são registrados no estado

A violência contra a mulher ocorre em todo mundo. Roraima não está livre desta triste realidade. É dentro dos lares onde a violência é mais visível, e quem deveria proteger, lidera as estatísticas como agressor. Diante deste cenário, a SESP – Secretaria de Estado da Segurança Pública lançou na Semana da Mulher, uma cartilha sobre o combate à violência doméstica.

A cartilha tem o intuito de fornecer informações para que as mulheres compreendam se são vítimas ou não dos seus companheiros e/ou maridos. Segundo a titular da pasta, Giuliana Castro, o informativo é mais uma ferramenta de enfrentamento à violência doméstica. “Estamos lançando esta cartilha educativa, para que as mulheres que estejam sendo vítimas de violência possam se identificar”, informou.

Muitas vezes, nem mesmo as mulheres sabem que estão sendo vítimas de violência doméstica e a divulgação é uma importante iniciativa. “É importante que as mulheres leiam com calma a cartilha, verifiquem se estão sendo vitimas de algum tipo de violência, e caso se identifique, que procure os mecanismos apropriados para que possa se fortalecer, se empoderar e conseguir viver sem violência”, acrescentou Castro.

Para a secretária, a cartilha vai interromper o silêncio e ajudar as mulheres a buscarem mecanismos adequados para fazer as denúncias e assim viver verdadeiramente longe da violência

REGISTROS DA VIOLÊNCIA - Segundo dados da DEAM - Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, da Polícia Civil, foram registrados 2.074 casos de violência doméstica no estado, somente no ano de 2017, o que significa mais de cinco casos por dia.

A maior queixa registrada, segundos os dados da DEAM é a ameaça, com um total de 915 casos, em seguida, vemos a lesão corporal com 594 casos e a injúria, ação de ofender a honra e/ou a dignidade de alguém, com 421 acusações.

Porém, a maioria das mulheres ainda não faz a denúncia, conforme a secretária da pasta. “Nós estimamos que esse número de mulheres agredidas, seja ainda maior do que aparece nos nossos dados estatísticos, estes números seriam apenas a ponta do iceberg”, afirmou.

Giuliana acrescenta ainda que as mulheres deixam de denunciar por vários motivos: seja por medo dos agressores, por dependência emocional ou financeira. “Nosso objetivo é justamente fortalecer as mulheres para que elas façam a denúncia e vivam sem violência”.

REDES SOCIAIS - A cartilha contra a violência doméstica será distribuída de maneira impressa e virtual, nas redes sociais e WhatsApp. Segundo a titular da SESP, a cartilha deve ser lida, guardada e compartilhada.

“Vamos levar este conhecimento para todas as pessoas. Quem receber a cartilha encaminha para as amigas, para as familiares. A gente nunca sabe quem está precisando, quem é vítima de violência. Pode ser sua amiga, sua irmã ou sua vizinha. Vamos formar um grande grupo de mulheres para que possamos juntas, lutar contra essa violência”, finalizou.

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