Avaliação do Usuário

Estrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativa
 
Click para ampliar a foto
1908 Pacaraima cenario de guerra venezuelanos8
1908 Pacaraima cenario de guerra venezuelanos7
1908 Pacaraima cenario de guerra venezuelanos6
1908 Pacaraima cenario de guerra venezuelanos5
1908 Pacaraima cenario de guerra venezuelanos3

Os conflitos que têm se intensificado na cidade fronteiriça de Pacaraima – Norte de Roraima – desde sexta-feira (17) quando o comerciante Raimundo foi assaltado dentro do seu estabelecimento por 4 venezuelanos, tem provocado a fúria dos habitantes que atearam fogo às barracas de refugiados e os forçando a retornarem ao seu país. Ontem mesmo, o presidente Michel Temer convocou uma reunião, para esta segunda-feira (20), no Palácio do Planalto, com os ministro da Segurança Pública e das Relações Exteriores e do Gabinete de Segurança Institucional para tratar do caso.

O Ministério de Segurança Pública, diante dos fatos inclusive com agressões físicas a refugiados em Pacaraima e a alguns brasileiros que estava fazendo compras na vizinha cidade de Santa Elena e Uiaren, na Venezuela, vai enviar ainda nesta segunda-feira 60 militares da Força Nacional ao local dos conflitos para evitar que a situação se agrave cada vez mais. VEJA o vídeo em nosso canal TV JRH NEWS.

A Força-Tarefa Humanitária, composta pelas Forças Armadas e integrada por organizações civis, confirmou uma "manifestação com atos de violência e destruição de acampamentos de imigrantes situados em locais públicos". Segundo a nota enviada pelo grupo, os órgãos de força de segurança contiveram a confusão no município. O texto também diz que a Força-Tarefa Humanitária "repudia atos de vandalismo e violência contra qualquer cidadão, independentemente de sua nacionalidade".

O governo de Roraima informou, em nota, ter enviado reforços da Polícia Militar para conter os ânimos, bem como profissionais de saúde e medicamentos para suprir as necessidades do hospital de Pacaraima. O governo de Roraima voltou a reivindicar o fechamento da fronteira com a Venezuela e uma maior atuação do governo federal para lidar com a crise humanitária.

No começo deste mês de agosto, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou uma liminar (decisão provisória) que havia sido pedida para fechar a fronteira entre os dois países. Procurada, a Polícia Federal não informou como está a situação na fronteira do Brasil, em Pacaraima.

O comandante Policiamento do Interior (CPI), da Polícia Militar de Roraima, coronel Matos, disse que todo o efetivo da guarnição lotado em Pacaraima foi mandado para as ruas para acompanhar o protesto.

O prefeito da cidade de Pacaraima, Juliano Torquato, disse que a situação não está controlada e que, venezuelanos continuam a ser perseguidos e empurrados de volta ao seu país. “Lamentamos muito que isso esteja ocorrendo, mas não foi por falta de aviso. Ficamos tristes pelo lado dos venezuelanos, a gente sabe a situação difícil deles”.

Os atos de protesto de grande parte dos moradores da cidade de Pacaraima concentrou-se, neste sábado (18) em frente ao Comando Especial de Fronteira do Exército, gritando palavras de ordem contra a presença de refugiados do país vizinho. A manifestação pacífica culminou com os episódios de violência, tudo por conta a agressão covarde contra um comerciante por parte de 4 indivíduos venezuelanos.

Também irritou a população a falta de uma ambulância para socorrer o comerciante, que ao final foi atendido no hospital de Pacaraima e, em seguida, transferido para o Pronto Socorro Francisco Elesbão, em Boa Vista, capital de Roraima, onde se encontra em estado estável.

Estes conflitos não têm sido registrados, tanto no Peru, quanto no Equador, em virtude das autoridades passarem a exigir passaporte para a entrada de venezuelanos, o que não ocorria antes da crise migratória. A vizinha Colômbia, em outra linha, concedeu mais de 440 mil vistos temporários a imigrantes venezuelanos, após decreto editado por Juan Manuel Santos, antes de ele transmitir o cargo de presidente para o sucessor Iván Duque.

 

0
0
0
s2smodern

logo JRH down