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Operação Escuridão começou nas primeiras horas desta quinta–feira para cumprir 11 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, inclusive da residência oficial da governadora Suely Campos

A Polícia Federal em Roraima prendeu na manhã desta quinta–feira (29), em Brasília, Guilherme Campos – filho da governadora Suely Campos – ato que já era esperado há muito tempo, tendo em vista o desvio de recursos público e superfaturamento no fornecimento de alimentação para o sistema penitenciário do estado, sob a responsabilidade da empresa Qualigourmet, que vinha sendo investigada há bastante tempo, por superfaturamento que subtraiu dos cofres do estado mais de R$ 70 milhões.

Juntamente com Guilherme Campos foram presos os ex–secretários de Justiça e Cidadania Josué Filho e Ronan Marinho. Batizada de Escuridão, a operação é uma referência à 9ª praga do Egito jogada pelo apóstolo Moises, após a dos gafanhotos, com o fim de libertar o povo hebreu do domínio de escravidão dos faraós.

A operação era aguardada há bastante tempo, sobretudo com a conclusão de um inquérito instaurado e que apontou a milionária fraude capitaneada pelo filho da governadora Suely Campos e seus sócios. A PF cumpriu 11 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em Boa Vista e Brasília. Um dos pontos visitados pelos foi a residência da governadora Suely Campos onde fizeram buscas e apreensões.

O esquema que veio à luz na manhã desta quinta–feira trouxe às claras o desvio de dinheiro público entre 2015 e 2017. A fraude foi descoberta após um inquérito, instaurado ano passado que apurou irregularidades em contratos de fornecimento de alimentação para presídios em Roraima. A empresa executora da fraude a Qualigourmet, de propriedade de Guilherme Campos e sócios, foi contratada emergencialmente, para fornecer alimentação ao sistema prisional de Roraima.

De acordo com investigações da Polícia Federal, a empresa responsável pelos fornecimentos, desde 26 de fevereiro de 2015 até hoje, superfaturava o valor da alimentação, além de informar quantitativo superior de refeições ao que era efetivamente providenciado e de fornecer alimentos de baixa qualidade.

Os responsáveis pela empresa, que está em nome de laranjas, realizaram saques de aproximadamente 30% do valor dos contratos, em espécie, para o pagamento de propinas e para o enriquecimento ilícito dos reais proprietários do negócio. Vários saques e repasses foram constatados pela PF através de filmagens feitas durante as investigações, a qual contou também com provas obtidas após representação da Autoridade Policial pela quebra do sigilo bancário e telefônico dos investigados.

O esquema contava com a participação de agentes públicos, empresários e políticos, que são alvos das medidas cumpridas nesta quinta.

 

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