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Boa Vista - RR, Quinta-feira, 23 de maio de 2019

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O Centro registrou 1.429 casos em 2017. Já em 2018, foram 987. Para procuradora especial da mulher, há mais prevenção e sensibilização

O número de denúncias de violência doméstica e familiar, registrados pelo Chame (Centro Humanitário de Apoio a Mulher), da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Roraima, caiu 30% no ano passado. O centro registrou 1.429 casos em 2017. Já em 2018, foram 987.

Os principais tipos de violência tiveram queda em 2018. Do total de atendimentos, houve queda nos tipos: violência física (5%); psicológica (15%); moral (37%) e em casos de violência patrimonial, 25%.

Conforme a Procuradora Especial da Mulher e responsável pelo chame, deputada Lenir Rodrigues, o fortalecimento das políticas de combate e prevenção da violência doméstica e familiar da Procuradoria Especial da Mulher pode ter contribuído para a diminuição.

“Desenvolvemos vários programas e projetos ligados a essa temática, com uma equipe multidisciplinar capacitada. No Chame, temos o projeto A Vida Pede Passagem, com palestras sobre a Lei Maria da Penha em repartições públicas e instituições com grande público masculino. E para trabalhar com crianças e adolescentes de idade entre 12 e 18 anos, existe o Papo Reto, que também aborda este assunto nas escolas públicas”.

Há também o Grupo Reflexivo Reconstruir, voltado para homens com histórico de atitudes agressoras. São sessões de terapia em grupo com temáticas variadas, que os ajudam para que não voltem a cometer violência contra a mulher.

Lenir destacou que outros órgãos também realizam ações e projetos de sensibilização. Por exemplo, a Defensoria Pública possui uma parceria com a Procuradoria Especial da Mulher e realiza a ação Diálogos na Sala de Espera. O projeto promove palestras sobre temas voltados à cidadania para pessoas que aguardam atendimentos na unidade.

De todos os tipos registrados, a violência sexual foi a única que obteve um aumento do ano 2017 para 2018. De 60, subiu para 85 casos.

VIOLÊNCIA CIBERNÉTICA – 2018 foi o primeiro ano em que este tipo de violência aparece nas estatísticas de atendimento do CHAME, com 16 casos registrados.

CHAME – Desde 2009, quando foi implantado, o Centro já atendeu mais de 14 mil mulheres em Roraima, com serviço psicossocial e ações de prevenção, audiências de conciliação bimestrais pela Vara da Justiça Itinerante e Defensoria Pública. O Centro funciona na rua Coronel Pinto, 524 e mais informações podem ser obtidas pelo (95) 98801 – 0522. Por telefone, as vítimas podem solicitar atendimento ainda por meio do ZapChame 98402-0502 que funciona 24 horas, todos os dias e atende pessoas tanto da Capital quanto do interior.

 

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