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Uma cidade sem acidentes de trânsito não é uma utopia: há inúmeros exemplos pelo mundo

Quase todos os dias, dirigindo pelas ruas das cidades e rodovias brasileiras, é muito comum nos depararmos com o trânsito lento ocasionado por acidentes automotivos. Segundo dados da OMS, o Brasil regista cerca de 47 mil mortes no trânsito por ano e 400 mil pessoas ficam com algum tipo de sequela. Nas estatísticas de mortes por acidente, o país fica em quinto lugar em relação às demais nações. A pergunta que "não quer calar" é: de quem é essa responsabilidade?

Normalmente, as pessoas tendem a culpar o veículo, as vias e a falta de fiscalização. Porém as estatísticas demonstram que o fator humano é um dos grandes responsáveis pela maioria dos acidentes. As principais causas dos acidentes com mortes ocorridos em 2016 demonstram que 30,8% dos óbitos registrados ocorreram por falta de atenção. O excesso de velocidade causou 21,9% das mortes; a ingestão de álcool, 15,6%; a desobediência à sinalização, 10%; as ultrapassagens indevidas, 9,3%; e o sono, 6,7%.

Por esses dados, podemos ver que o respeito às normas e o bom senso são importantes aditivos para reduzir o número de acidentes e tornar o trânsito seguro. Para tanto, os condutores precisam estar mais conscientes de suas ações, pois da atitude de cada um dependerá a redução dos números catastróficos que mancham o asfalto de sangue a toda hora.

Dirigir de modo responsável também é uma forma de educação. Aliás, o que vemos muitas vezes no trânsito é pura falta de educação: pessoas egoístas, que não querem dividir espaço com outros; competitivas, que agem como se estivessem num rali; irritadiças, que brigam com tudo e todos; distraídas, que se esquecem da sua responsabilidade de segurança e querem dirigir e manusear o smartphone ao mesmo tempo; estressadas, que estão sempre atrasadas e acham que podem ganhar tempo com manobras perigosas; entre tantas outras atitudes insensatas. Lembrando também que os comportamentos mais responsáveis não devem partir apenas dos motoristas de veículos em geral, como também dos pedestres e ciclistas.

2505 Transito seguro e sem acidente2Infelizmente, muitos motoristas só se dão conta de sua responsabilidade ao dirigir no momento em que perdem um ente querido de forma trágica. Quando uma pessoa se conscientiza de que pode perder um filho por causa de um motorista irresponsável, ela certamente repensará suas atitudes no trânsito. Aliás, o bom exemplo inicia mesmo dentro de casa, pois os filhos tendem a copiar seus pais, até mesmo nas inflações de trânsito, formando um triste círculo vicioso.

Ao visualizamos as impressionantes estatísticas brasileiras de acidentes, podemos nos perguntar: será que existem cidades onde os índices de trânsito são nulos? A resposta é sim! Existe um termo conhecido como "Visão Zero", que trata da descrição qualitativa da segurança no trânsito. O conceito significa 100% de chegada segura, zero fatalidades.

Dados coletados pela DEKRA Accident Research desde 2014 — inicialmente em 17 países europeus — demonstram que isso não é uma utopia. Há muitas cidades e municípios que já atingiram esse objetivo nos últimos anos, tanto na Europa como em outros lugares. Esses resultados foram publicados no DEKRA Road Safety Report e, em seguida, definidos graficamente num mapa interativo (podendo ser visualizado em www.dekra-vision-zero.com/) que é gradualmente atualizado.

Se isso é possível no exterior, por que não tornarmos possível no Brasil? A escolha de contribuir com a redução de acidentes está nas mãos de cada condutor, que pode optar por dirigir de forma consciente e defensiva, além de se atentar às normas de cada via. Para tanto, torna-se fundamental a avaliação de riscos e o respeito à cidadania, cuidando da sua própria segurança e também das outras pessoas.

Para mudarmos essa realidade, é fundamental que todos os motoristas façam a sua parte na redução do número de acidentes nas cidades, como: dirigir com cuidado, respeitar as leis de trânsito, usar os equipamentos de segurança corretamente, dirigir na velocidade permitida da via, utilizar os faróis corretamente à noite, não usar o smartphone ao dirigir, fazer manutenção periódica no veículo e não conduzir sob o efeito de substâncias tóxicas, álcool ou remédios.

Artigo de: Bruno Bergamo - Marketing da DEKRA

 

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