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Termina à meia noite deste sábado e zero hora de domingo, 18 de fevereiro, o horário de verão em vigor desde 15 de outubro do ano passado. Com isso, em 10 estados brasileiros e no distrito federal, os relógios deverão ser atrasados em 1 hora. Na região norte, que ficou fora do processo, os estados voltarão a ter 1 hora de diferença em relação Brasília, com exceção do Acre que ficará 2 horas em relação ao DF.

A próxima edição do horário de verão acontecerá a partir de novembro próximo, transferido por determinação do presidente Temer. Entretanto o encerramento permanecerá no terceiro domingo de fevereiro de cada ano. Fizeram parte desse horário especial às regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, envolvendo os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

SEGUNDO TURNO – A decisão do presidente Temer em adiar o começo do horário de verão de 2018, foi e atendimento a um pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que solicitou que o horário de verão de 2018 tivesse início somente após o segundo turno das eleições, em 4 de novembro — a votação será em 28 de outubro. Segundo o TSE, a mudança pedida pelo ministro visa evitar atrasos na apuração dos votos e na divulgação dos resultados do pleito.

Antes da decisão de encurtar a duração do horário de verão, o governo cogitou pôr fim ao período. A possibilidade foi levantada depois que um estudo do Ministério de Minas Energia apontou queda na efetividade da medida, já que o perfil do consumo de eletricidade não estava mais ligado diretamente ao horário, mas, sim, à temperatura.

O levantamento apontou que a adoção da hora adiantada na época mais quente do ano não resulta mais em economia porque não há relação direta com a redução de consumo e a demanda. O governo passou a discutir o cancelamento do horário de verão neste ano, mas a falta de tempo hábil para consultar a população sobre o assunto adiou a decisão.

Os relatórios do governo apontam que a temperatura é o que mais influencia os hábitos do consumidor, e não a incidência da luz durante o dia. Segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o pico de demanda atualmente ocorre no início da tarde, entre 14h e 15h, quando a temperatura está mais alta.

Em 2016, de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia, o horário de verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema. Mas o custo é considerado irrelevante para o setor. O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, disse que, para o governo, a aplicação da iniciativa se aproxima da neutralidade. Em contrapartida, ele afirma que, para a sociedade, a impressão é de que a alteração traz benefícios.

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