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Programação segue nesta terça, 19, e será encerrada no próximo domingo Dia do Migrante, 24 de junho

A Semana do Migrante 2018, em toda a Igreja Católica, será celebrada pelo Serviço Pastoral do Migrante (SPM) e em sintonia com a campanha mundial “Compartilhe a Viagem”, dedicada à sensibilização e à informação sobre imigração e refúgio, lançada pelo Papa Francisco em setembro de 2017. O tema e lema escolhido é: “A vida é feita de encontros: braços abertos sem medo para acolher”. Com isso, a intenção é atribuir um olhar de acolhida e de abertura.

A programação, que se iniciou no domingo (17), com celebração em espanhol, e seguirá até o próximo domingo (24), Dia do Migrante. Este ano, o Serviço Pastoral está trabalhando em parceria com a Cáritas Brasileira e outras instituições afins.

Conforme a coordenadora diocesana do SPM/RR, Valdiza Carvalho, o Papa Francisco convoca todos para caminhar com os migrantes, propondo como a Igreja deve responder aos desafios atuais e urgentes quanto à acolhida de refugiados/as e migrantes nos dias de hoje.

Acrescentou ainda que “migração não é um fenômeno recente e, sim, parte da história da humanidade, pois as causas mais constantes desses movimentos, na atualidade, perpassam questões econômicas e/ou políticas, desastres naturais ou provocados, situações de guerra ou ainda motivados pela constante e generalizada violação de direitos humanos”.

Ela comentou alguns pontos de reflexão abordado pelo Texto Base, documento de estudo da Igreja Católica sobre o assunto emblemático . Segundo ela, para a Igreja é muito importante reforçar os direitos dos migrantes, refugiados e das diversas categorias migratórias e esse dever-desafio encontra sentido quando denunciamos, por exemplo, o trabalho escravo e o tráfico de pessoas, uma vez que, não podemos, em hipótese alguma, permitir tais violações.

A religiosa continuou: “sabemos que os países que ratificam as convenções internacionais e constroem uma legislação nacional para Migrantes e Refugiados assumem a responsabilidade de oferecer proteção e assistência apropriadas. No entanto, quando se instalam em outros países, nem sempre os migrantes são bem recebidos. Atualmente, inclusive, há um comportamento que estimula a sociedade a rejeitar as pessoas nestas condições, sem sequer perceberem que, na maioria das vezes, quase todos e todas fomos ou somos migrantes", ponderou Valdiza.

Semana terá atividades - A motivação da Diocese de Roraima na comemoração da Semana do Migrante é despertar em todos os fiéis uma empatia necessária para a verdadeira acolhida dos migrantes, conforme diz o Evangelho de Jesus, segundo Mateus 25,35: “Eu era migrante e tu me acolheste”.

O bispo Dom Mário Antônio Silva foi enfático em dizer que a responsabilidade é de todos os cristãos, independentemente de religião. “Temos que abrir os braços para acolhida e jamais poderemos ser xenofóbicos. Migração pode ser uma grande oportunidade para um novo que pode aparecer, tanto em nossa vida, como nas cidades com grande número de migrantes”, avaliou.

As atividades da Semana recomeçam na terça-feira, 19, com apresentações culturais “Somos Migrantes”, a partir das 16h, na Paróquia da Consolata. Na quarta-feira, 20, a partir das 8h, haverá um encontro de imigrantes e refugiados e vários temas serão discutidos. O encontro será na comunidade São Bento, no bairro Liberdade (em frente da escola Camilo Dias).

Na quinta-feira, 21, das 8 às 16h, mutirão de cadastro de carteira de trabalho. No dia seguinte, 22, exibição do filme “Exodus, de onde eu vim não existe mais”, às 20h, na sala de cinema do SESC Roraima. Já no sábado, 23, às 18h, na comunidade São Bento, Liberdade, Interfaces da Migração europeia e latino-Americana.

A semana encerra-se no próximo domingo, Dia do Migrante (24), com celebração ecumênica aberta a comunidade em geral na Catedral Cristo Redentor, às 9h30.

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