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Número 188 atende cerca de 20 ligações por dia em Roraima

Durante todo o Setembro Amarelo, campanha para alertar a população e combater os números crescentes de suicídio no Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) em Roraima promoverá uma série de atividades em parceria com diversas instituições locais.

De acordo com o representante do CVV em Roraima, Guilherme Ramos, a procura pelos atendimentos tem crescido e para atender as instituições durante o Setembro Amarelo, serão realizadas panfletagens, participação em mesas redondas, discussões e visitas em escolas. “As atividades vão culminar no final do mês com o PSV (Programa de Seleção de Voluntários) que acontecerá no auditório do Colégio de Aplicação, no próximo dia 30”, destacou.

O CVV realiza em todo o país, por meio do número 188, um serviço de apoio emocional, voluntário, sem cunho politico ou religioso. Ainda conforme Guilherme Ramos, no Estado, o Centro conta com o serviço voluntariado de 13 pessoas, que se revezam para atender cerca de 20 ligações diárias. “O CVV possibilita uma conversa franca, acolhedora e permite que a pessoa desabafe sobre o momento que está vivendo para que a partir do diálogo, ela se acalme buscando uma solução”, acrescentou.

A Assembleia Legislativa de Roraima é parceira do CVV, que funciona no prédio da Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa de Roraima, localizado na avenida Capitão Júlio Bezerra, nº 193, próximo ao Hospital Coronel Mota.

COMBATE AO SUICÍDIO – Conforme a psicóloga Adriana dos Prazeres, a depressão é um transtorno mental que envolve vários fatores e, em casos mais graves, pode levar ao suicídio. A melhor maneira de lidar com a questão é por meio do diálogo, com a ajuda de um profissional.

“Há vários fatores que contribuem para uma pessoa chegar à depressão. Podem ser elas: a tristeza, a melancolia, questões financeiras. Tem também as relações afetivas, amorosas, que podem desencadear numa depressão”, frisou.

A psicóloga explica que crianças também podem desenvolver o transtorno e que nesses casos, o tratamento é mais delicado. “O quadro clínico delas é diferente de um adulto. Elas vão apresentar irritabilidade, raiva, não conseguem ficar quietas, sem nenhuma satisfação, então esses sentimentos devem ser trabalhados com certa dedicação”.

Identificados os sinais, a pergunta que surge é “como ajudar?”. Muitos se preocupam em não saber o que dizer, mas especialistas asseguram que o essencial, nestes casos, é estar disposto a ouvir, com atenção e sem julgamentos, permitindo que a pessoa fale sobre tudo o que está sentindo. É nesse sentido que o CVV – Centro de Valorização da Vida realiza o seu trabalho de prevenção, oferecendo a quem o busca um ambiente para que possa conversar de forma anônima, sigilosa e sem críticas.

É importante ressaltar que isto não substituiu o tratamento psicológico e psiquiátrico, necessários em alguns casos. De todo modo, o CVV parte do princípio que o simples ato de ouvir pode ajudar a salvar uma vida. Quem se enquadrar nesta situação pode entrar em contato com o CVV pelo número 188. As ligações são gratuitas a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular.

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