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Foram abolidas as taxas de abate e de refrigeração que eram de R$10 por cabeça e não é cobrado nenhum outro valor

O Mafir (Matadouro e Frigorífico Industrial de Roraima), administrado pela Codesaima (Companhia de Desenvolvimento de Roraima), está em pleno funcionamento de suas atividades de abate de bovinos e suínos, sendo um dos estabelecimentos do setor autorizados para essa finalidade. Segundo o gerente da unidade, Denilson Nantes Oliveira, no Mafir são realizados abates diários com a capacidade de produção de 200 carcaças por dia, mas a média de animais que são levados para a matança reduziu para 20 ao dia.

Mesmo com a concorrência de outros matadouros, os produtores encontram vantagens no Mafir. Foram abolidas as taxas de abate e de refrigeração que eram de R$ 10 por cabeça, e não é cobrado nenhum outro valor. A contrapartida do produtor são os subprodutos que são vendidos pela Codesaima como: carne de cabeça, carne morta, vísceras brancas, cálculo biliar, couro, entre outros. São 21 itens que são comercializados nos postos de vendas da Empresa.

O Mafir continua a abater suínos, mas esta atividade também está muito abaixo da capacidade da unidade. Apenas dois produtores têm levado seus animais para o abatedouro. Semana passada, 12 animais foram para a matança.

Para o gerente, a falta de controle do abate clandestino de porcos e o alto preço da produção contribuem para esta situação. “Mesmo assim estamos preparados para atender a todos os produtores de bovinos e suínos com a nossa capacidade e experiência de 38 anos de atuação neste setor importante da nossa economia”, complementou.

2509 Abatimento no Mafir1ABATES CLANDESTINOS - A pouca procura da unidade da Codesaima para os abates de bovinos e suínos aumenta o risco das práticas clandestinas. No caso dos suínos é mais evidente esta preocupação porque o Mafir possui o certificado da Aderr (Agência Estadual de Defesa Agropecuária) para executar este serviço com condições de higiene e sanitárias adequadas evitando riscos para a população.

A qualidade da carne produzida no Mafir é reconhecida pelos produtores, informa o gerente da unidade, Denilson Nantes. “Gerentes de supermercados já me revelaram que preferem a carne produzida no Mafir porque é mais limpa e de qualidade”, enfatizou. Além disso, o Mafirr conta com a fiscalização de oito técnicos da Aderr que conferem o SIE (Selo de Inspeção Estadual) às carnes lá produzidas.

Nantes informa que a unidade está se adequando para iniciar o abate de ovinos e caprinos, atendendo mais uma demanda de produtores locais e evitando que estes animais sejam abatidos de forma irregular.

INTERVENÇÃO – Por solicitação do MPT/RR (Ministério Público do Trabalho em Roraima), a juíza da 2ª Vara do Trabalho, Samira Akel, determinou a intervenção na Codesaima por 180 dias com a finalidade de reorganizá-la administrativamente, regularizando a situação funcional e apresentando um projeto de desenvolvimento para a Empresa. Em nenhum momento os interventores propuseram a interrupção dos trabalhos no Mafir, que é o setor mais produtivo da Codesaima.

Uma das primeiras medidas da equipe interventora foi à demissão de comissionados e posse de aprovados em concurso público, mas não ocorreu corte de pessoal no Mafir. “Estamos trabalhando com 121 funcionários. As últimas demissões que ocorreram aqui ainda foram na gestão passada. E agora, foram empossados sete novos servidores concursados e estamos esperando novas nomeações dos outros aprovados no concurso público”, disse.

Sobre a atuação da intervenção judicial, Denilson disse que as medidas não são só administrativas, também há ações positivas como melhoria na alimentação dos funcionários, fornecimentos de EPIs (Equipamentos de Proteção individual), equipamentos de trabalho e o pagamento dos dois meses de salários atrasados. Contratos com fornecedores essenciais para o trabalho, como a empresa que fornece madeira para as caldeiras foram mantidos.

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