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Dentro das áreas indígenas a fase é chamada ‘Agulha Oficial’, e conta com a parceria da Funai e do Mapa

Ao todo, 50 mil cabeças de gado das reservas indígenas Raposa Serra do Sol e São Marcos serão vacinados durante a 36º etapa da campanha contra febre aftosa. A segunda fase da campanha de vacinação de 2019 iniciou dia 1° de outubro e segue até dia 30.

Conforme o presidente da Aderr (Agência e Defesa Agropecuária de Roraima), Gelb Platão, dentro das áreas indígenas a fase é chamada ‘Agulha Oficial’, e conta com a parceria da Funai (Fundação Nacional do Índio) e do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

“Dentro das terras indígenas, o plano de vacinação começou a ser executado pelas regiões das serras, que abrange partes do município de Uiramutã e Pacaraima. Nessa área mais de 20 mil bovinos estão sendo vacinados. A segunda fase da vacinação em área indígena abrange a região de Normandia e deve iniciar em 15 dias” explicou Gelb.

Todos os anos, o Governo do Estado doa 100 mil doses de vacinas, para realizar em duas etapas a vacinação na fronteira. O Estado disponibiliza ainda a maior parte dos servidores que executam ‘Agulha Oficial’, além dos veículos utilizados na ação. Ele ressalta que a vacinação está ocorrendo dentro do previsto. “Temos equipes realizando o agendamento dentro das comunidades indígenas e outras já começaram a vacinação”, disse.

Sylvio Botelho, médico veterinário da Aderr, destacou que a vacinação é importante em regiões de fronteira internacional. “A ‘Agulha Oficial’ é executada apenas em áreas indígenas que estão localizadas em regiões de fronteira. O objetivo é manter o gado imunizado nessas regiões. A Venezuela traz um grande risco de febre aftosa para o Brasil, por isso é importante que Roraima mantenha o rebanho vacinado, pois mesmo que o vírus chegue à fronteira, não vai conseguir ultrapassar e chegar ao nosso país”, explicou.

FISCALIZAÇÕES – Para manter o Estado livre de aftosa, a Aderr e o Mapa mantém a zona de proteção agropecuária, onde é realizado fiscalização 24 horas por dia, com equipes fixas e móveis. “Nessas fiscalizações são feitas as revisões de bagagem e pessoal, para garantir que o vírus não entre no país. Todos os dias são apreendidos vários quilos de carne e queijo, que poderiam estão trazendo o vírus para o Brasil” pontuou Botelho.

RORAIMA LIVRE DE AFTOSA – Em novembro de 2016, Roraima conquistou o status de zona livre da aftosa com vacinação. Desde então os produtores do Estado podem vender carne bovina para as demais unidades da Federação.

Em Abril de 2018, o Estado também conquistou certificado internacional do Brasil de zona livre de febre aftosa com vacinação, o que permitiu a exportação de carne. O certificado internacional concedido ao Brasil abrange os estados do Amapá, Roraima, partes do Amazonas e Pará.

Gelb frisou que a erradicação da febre aftosa no Estado só foi possível graças à vontade da atual gestão. “Foram Mais de R$10 milhões investidos nesses três anos e meio, o número de pessoal e de equipamentos dobrou, o investimento permitiu também a implantação de escritórios no interior do Estado, mais de 170 servidores concursados foram convocados; tínhamos 22 veículos e hoje temos 45 novos veículos para os agentes trabalharem, o que ajudou na aplicação de testes e exames clínicos importantes nos rebanhos do Estado. Com isso, erradica-se a febre aftosa”, comemorou.

Estes reconhecimentos também colaboram para o crescimento do rebanho local, que atualmente é em média de 815 mil cabeças de gado.

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