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0703 Tecnologia no Lacen2O Laboratório Central de Saúde Pública de Roraima (Lacen-RR) ganhou um grande avanço tecnológico, passando a realizar exames para diagnóstico molecular de Chikungunya e Zika, ambas transmitidas pelo Aedes aegypti.

Para isso, a estrutura recebeu novos equipamentos que permitiram a implantação de um laboratório de biologia molecular, que vai contribuir na prevenção, controle e monitoramento das doenças e agravos, colaborando com as ações de vigilância epidemiológica e assistência médica.

O diagnóstico molecular é uma técnica inovadora no Estado, que permite pesquisar o vírus ainda no organismo do paciente, tendo um resultado mais precoce. Nos próximos meses, a unidade passará a fazer o diagnóstico molecular para Influenza (gripe) e o monitoramento viral dos quatro sorotipos circulantes de Dengue. Antes disso, apenas o vírus de Hepatibe B e C e HIV eram identificados no Estado.

Até então, os exames eram enviados para o Instituto Evandro Chagas, no estado do Pará, para que fossem feitas as análises. O tempo de espera pelos resultados variava de acordo com a demanda do órgão que atende toda a região Norte.

Somente no ano passado, 610 exames foram encaminhados ao Instituto. Com todos os equipamentos instalados o tempo de espera será reduzido significativamente. O investimento foi de aproximadamente R$ 600 mil.

De acordo com a diretora técnica do Lacen, Cátia Meneses, o novo setor vai possibilitar um número muito superior de diagnósticos, em um prazo menor. As amostras que levavam meses para ser analisadas ficarão prontas em cerca de dez dias.

“É extremamente significativo que o resultado seja entregue o quanto antes para que o tratamento seja realizado em tempo oportuno, bem como as ações de controle da Vigilância em Saúde. A nova gestão tem investido muito no Lacen nesses dois anos e estamos felizes por esses avanços”, ressaltou.

Com a chegada da centrífuga refrigerada, prevista para este mês, a capacidade de análise passa de 10 para 40 amostras por turno. Para manipular as amostras e elaborar os diagnósticos dos exames, a direção técnica passou por duas capacitações no ano de 2016: uma na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, sobre as influenzas A e B; e a outra no Instituto Evandro Chagas, no Pará, para diagnósticos das arboviroses.

Duas equipes que foram capacitadas e estão trabalhando em dois turnos para agilizar os resultados das demandas reprimidas. Posteriormente os novos aparelhos servirão ainda para realizar pesquisas para Coqueluche, doença infecciosa aguda e transmissível, que compromete o aparelho respiratório (traqueia e brônquios); e para os genes de resistência.

OUTROS EXAMES – O Lacen-RR já realiza os exames sorológicos, que diferentemente do exame molecular, são destinados aos pacientes nos quais os sintomas se manifestam há mais de cinco dias, ocasião em que o exame é feito a partir dos anticorpos produzidos pelo paciente.

Até março do ano passado, as amostras sorológicas de Chikungunya também passavam por triagem no Lacen-RR e depois eram encaminhadas para o Instituto Evandro Chagas, no Pará, onde se realizava o exame.

Após adquirir equipamento e ter servidores treinados, o Lacen-RR passou a realizar esses procedimentos no Estado. O grande ganho é que o laboratório tem conseguido liberar estes exames no prazo máximo de cinco dias úteis.

Antes, não havia uma data precisa, pois devido a grande demanda recebida de vários Estados, os resultados estavam demorando acima de 30 dias para serem liberados. A medida também contribui significativamente para a vigilância epidemiológica no Estado, pois com base em dados precisos, as estratégias de combate ganham maior eficácia. A sorologia para a Dengue também é realizada no Estado.

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