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De acordo com pesquisa da Matific com 537 docentes no Brasil, o uso de plataformas digitais melhora a percepção e aumenta o envolvimento dos alunos na disciplina

O uso de jogos educacionais para o aprendizado da matemática no ensino fundamental tira ideia de que a disciplina é “chata e difícil” e aumenta o envolvimento dos alunos na matéria. É o que dizem cerca de 90% dos professores consultados pela Matific, empresa que atua com jogos matemáticos em cerca de 250 colégios públicos e privados no País, desde a educação infantil até o sexto ano.

De acordo com a pesquisa, realizada com 537 professores do ensino fundamental entre julho, agosto e setembro deste ano, 64,8% dos entrevistados afirmam que o uso das tecnologias educacionais também reduz a ansiedade dos alunos em relação à matemática. Segundo o estudo, 87,3% apontaram que os jogos digitais melhoram a percepção da disciplina e, para 87,7%, as plataformas mostram que a matemática não é só teórica e tem aplicação prática no dia a dia.

A pesquisa mostra ainda que 98,3% dos professores aceitariam usar mais plataformas tecnológicas para complementar o cronograma de aulas, embora 42,3% afirmem não receber treinamento algum do colégio. Porém, apenas 8% dizem ter dificuldade em utilizar sistemas digitais em salas de aula. Do total de professores pesquisados, 58,3% atuam na rede pública de ensino, 35,4% são do setor privado e 6,3% dão aulas em ambos.

Vantagens do uso de jogos educacionais no ensino fundamental, segundo os professores

• Melhora a percepção do aluno em relação à matemática: 87,3 %
• Tira a ideia de que a matemática é "chata e difícil: 87,5 %
• Mostra que matemática não é só teórica e tem aplicação prática no dia a dia: 87,7 %
• Aumenta o envolvimento do aluno no aprendizado da matemática: 90,1%
• Diminui a ansiedade em relação à matemática: 64,8 %
• Outros: 8,8%

Metade dos alunos tem dificuldade com matemática

Outra pesquisa da Matific mostrou que a dificuldade no aprendizado da matemática afeta mais da metade dos alunos da rede pública de ensino no Brasil, desde a educação infantil até o sexto ano. Segundo levantamento na plataforma da empresa com quase 36 mil estudantes, 58,6%% dos discentes matriculados no ensino fundamental estão abaixo da média na disciplina.

O estudo foi feito com base no desempenho dos alunos dentro da plataforma Matific, sistema de jogos matemáticos utilizado por cerca de 100 mil estudantes brasileiros, de 250 colégios públicos e privados em todo o País.

A pesquisa considerou o volume de erros e acertos apresentados nos primeiros seis meses pelos alunos de 4 a 11 anos nos exercícios digitais aplicados em salas de aula, de janeiro a julho de 2017. A plataforma conta com 1,6 mil jogos educacionais de matemática e possui uma média de 50 mil jogos executados por dia nos colégios brasileiros.

Já nos colégios particulares, o desempenho dos alunos não diferente muito do verificado na rede pública. O levantamento mostra que 41,1% dos estudantes também apresentam desempenho abaixo da média em matemática. Por outro lado, quase 14% dos alunos da rede particular tiveram desempenho máximo, com quase 100% de acerto nos exercícios propostos. E, nos colégios públicos, a nota máxima foi obtida por cerca de 8% dos estudantes.

Para a psicopedagoga Ana Paula Carmagnani, consultora da Matific Brasil, o estudo mostra um cenário preocupante da matemática no Brasil, que se assemelha muito com os dados de avaliações oficiais do governo. “Se o ensino da matemática continuar baseado em decorar e memorizar, os alunos continuarão a ter desempenhos abaixo da média”, comenta.

“Tecnologias como a da Matific promovem uma aprendizagem mais profunda, pois, além de engajá-los em situações cotidianas, estimulam a curiosidade, a exploração, o raciocínio lógico e a aprendizagem pela descoberta, em um ambiente lúdico e interativo”, acrescenta. Ana Paula lembra ainda que os jogos educacionais fornecem aos professores dados de desempenho de seus alunos em tempo real. “Isso permite que o professor personalize as atividades de acordo com o momento de aprendizagem de cada aluno”, conclui.

Performance em Matemática

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