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Por Rafael Martins* - De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 92% dos acessos à rede de internet são feitos via dispositivos móveis, o que torna os smartphones a principal ferramenta de comunicação e negócios atualmente. No ano passado, por exemplo, dos 7,6 bilhões de pagamentos processados, 2,7 bilhões foram via mobile, o que representa cerca de 35% do total.

Para se ter uma ideia, em 2017, o volume de pedidos via dispositivos móveis cresceu acima dos 35%, de acordo com os dados da Webshoppers. Nesse caso, cerca de 1/4 das vendas de e-commerce no Brasil se dividiram entre celulares e tablets.

O fenômeno do aumento foi principalmente atribuído à democratização do acesso às redes 3G e 4G, inclusive nas regiões mais carentes. Por isso, os dispositivos móveis não são mais referentes a um opcional. Na verdade, eles devem ser um elemento considerado na escolha de sua plataforma de e-commerce. Afinal, os smartphones já estão garantidos em seu desempenho online.

Vale destacar também que, apesar das atuais inseguranças no ambiente econômico, o comércio eletrônico tem um papel importante no crescimento econômico-social em diferentes países. Nos Estados Unidos, por exemplo, com ajuda do e-commerce, o país apresenta um desempenho econômico impressionante, particularmente em termos de crescimento da produtividade.

Já no mercado indiano, o país tem uma tremenda oportunidade de crescimento à medida que a penetração do varejo eletrônico e a internet cresce com o passar dos anos. Isso representa um importante motor do crescimento com impactos não só na economia, mas também na sociedade.

Diante deste cenário, não é à toa que empresas estrangeiras de e-commerce, como Amazon e eBay, estão mudando gradualmente seu foco para as economias emergentes. Em seus relatórios anuais, essas empresas já apontam que cerca de 50% de suas receitas são de regiões fora dos EUA.

Grande parte dessa aceleração no crescimento da produtividade é estrutural e atribuível a mudanças induzidas pela tecnologia, a exemplo das lojas virtuais, da internet e por meio de melhorias em todos os aspectos da organização empresarial, como produção, finanças, marketing e logística.

O e-commerce faz parte da nova economia e, portanto, qualquer sistema de negócios que produz eficiência, reduz custos, amplia a produtividade, otimiza investimentos e promove a gestão estratégica dos processos de forma inteligente dá aos clientes mais do que eles querem, de maneira sustentável e permanente.

Esse avanço continua a alimentar a tendência de uma economia cada vez mais empreendedora. Se novas empresas estavam trabalhando assiduamente para eliminar ineficiências, a internet e as soluções de tecnologia, a exemplo das plataformas de e-commerce, tornou os cortes mais profundos e rápidos.

Desta forma, a combinação de empreendedorismo, internet e comércio eletrônico permitiu que novas empresas atingissem os modelos de negócios muito eficientes que buscavam. Os custos caíram e estão sendo empurrados para baixo todos os dias, fazendo com que a economia se torne cada vez mais aquecida – e dando boas oportunidades para os empreendedores. Esse é o caminho!

* Rafael Martins é CEO da LifeApps, empresa do Grupo Máxima responsável por plataformas de e-commerce.

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