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1011 Estrada Lethem Linden imagem cedidaUm dos principais compromissos da comitiva brasileira em Georgetown, na quarta-feira, 16, em evento a ser realizado no Hotel Marriot, das 9h às 14 horas, é a solenidade de entrega do Estudo de Mercado relativo à pavimentação da estrada Lethem-Linden e à construção de um porto de águas profundas no País vizinho. O trabalho foi realizado pela empresa alemã HPC, subsidiária da administradora do Porto de Hamburgo, contratada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), por solicitação do Governo da Guiana.

De acordo com Oestreicher, a HPC fez levantamento das possibilidades de produção de Roraima, do Amazonas e da Guiana, e de entrada de insumos, bens primários ou industrializados, necessários ao desenvolvimento das atividades produtivas nessa região. Realizou também encontros com membros do governo do Amazonas e da Suframa e, posteriormente, com representantes do Governo de Roraima e da Guiana, a fim de fazer projeções da capacidade de movimentação de cargas por via terrestre, visando à pavimentação da estrada, e da necessidade de utilização de um porto mais próximo do Atlântico Norte, com acesso ao mercado caribenho e aos mais importantes mercados do mundo, o europeu, o norte-americano e o asiático.

O terminal portuário poderá servir também, conforme explicou Oestreicher, para recepção de cargas vindas da região centro-sul do Brasil em direção a Roraima. “Uma empresa de material de construção adquire, por exemplo, um contêiner de cerâmica. Esse material sai de um porto de São Paulo, e, ao invés de vir para o porto de Manaus, viria para a Guiana pelo oceano Atlântico. Depois, seguiria por terra 680 quilômetros até Boa Vista. Isso evitaria uma viagem de dez dias pelo rio Amazonas, a partir da Baía de Guajará, perto de Belém, até Manaus e depois mais 760 quilômetros por terra até Boa Vista. Acreditamos que seria um trajeto mais curto, com redução de custos portuários”, justificou.

Segundo ele, já foram antecipadas, inclusive, conversas com especialistas da Receita Federal para saber da existência de normativas estabelecedoras de regras para esse tipo de operação. Tendo como base a utilização dos portos de Manaus e de Itacoatiara, avalia Oestreicher, os exportadores roraimenses também serão beneficiados com a eventual construção do porto de águas profundas no País vizinho. “Em relação à Itacoatiara, temos de descer, aproximadamente, 1.040 quilômetros. Depois de carregado, o navio segue por todo o rio Amazonas até chegar ao Atlântico, navegar pela costa brasileira pra passar pelo canal do Panamá, no caso de exportação pra Ásia, ou ir para América do Norte e Europa. Saindo daqui direto para Guiana, evitaremos dar essa volta pela parte Norte do Brasil, resultando em um tempo de viagem mais curto e em subtração de gastos”, afirmou.

Confiante na viabilidade econômica da pavimentação dos cerca de 450 quilômetros da estrada Lethem-Linden e da construção do terminal portuário de águas profundas, Eduardo Oestreicher ressalta, porém, que será necessário haver interesse da iniciativa privada na realização dessas duas obras de grande porte. “Acreditamos que será apresentado um viés econômico positivo, porque a projeção de crescimento, principalmente do setor primário, para a região é muito forte e, com isso, haverá interesse de investidores, avalizados pelo BID, inclusive europeus e chineses, para concretização dessas obras”, complementou.

Um dos participantes da comitiva, o agropecuarista Antônio Denarium, que trabalha há 25 anos em Roraima com a criação de bovinos e com plantio de soja e de milho, espera, em um futuro próximo, exportar para o mercado caribenho. Ele elogia a iniciativa do governo de buscar alternativas para o desenvolvimento do Estado e aponta a necessidade de conclusão dos trabalhos em andamento para efetivação de ações, objetivando o crescimento econômico.

“Essa participação em discussões de interesse regional com a Guiana é uma iniciativa fantástica. Internamente, o Estado precisa concluir o Zoneamento Ecológico e Econômico (ZEE), continuar o processo de regularização fundiária, trabalhar para erradicação de pragas animais e vegetais, e investir em infraestrutura energética”, afirmou o agropecuarista.

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