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1303 Encontro em Santa ElenaRepresentantes do governo do estado participam, nesta segunda-feira, 13 de março, de uma Reunião Técnica Binacional, em Santa Elena de Uairén, na Venezuela, para definir estratégias de combate a febre amarela, difteria e malária na região de fronteira. O encontro busca possibilitar a integração entre os programas de vigilância e controle de ambos os países e discutir cooperações entre os serviços de saúde para reduzir a incidência destas doenças.

Este é o segundo encontro com a participação de técnicos da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde) da área de Vigilância Epidemiológica, Secretaria de Relações Internacionais, Secretaria de Saúde de Pacaraima, além de representantes destas mesmas áreas do país vizinho.

Durante a reunião, a Sesau apresentou dados epidemiológicos, com enfoque em Pacaraima – município na fronteira com a Venezuela – falando sobre rede de diagnóstico e estratégias de vigilância e controle implementadas nessas regiões. “É importante estreitarmos os laços entre os dois países e definirmos medidas de controle da doença e evitar que as duas regiões sejam afetadas pelo avanço destas doenças”, enfatizou a coordenadora geral de Vigilância em Saúde, Daniela Souza.

Recentemente a Venezuela voltou a exigir o certificado internacional de vacinação com intuito de evitar que a febre amarela se propague no país. Além disso, o país vizinho vive uma grande epidemia de malária, grande parte proveniente do Estado Bolívar devido à enorme quantidade de acampamentos de garimpo na região. A região também registra um número grande de casos de difteria e pela proximidade com o Brasil, é necessária a discussão de ações conjuntas. "A gente veio para definir o que cada país, Estado e municípios podem fazer para combater estas doenças nessas áreas", disse.

A reunião surgiu a partir da boa relação cultivada entre os dois estados fronteiriços. A pedido da governadora Suely Campos, em maio do ano passado, a Sesau enviou 5 carros-fumacê para realizar fumigação nas áreas urbana e rural de Santa Elena, de modo a controlar a população do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e febre chikungunya.

No entanto, como agora a situação enfrentada é a malária, a febre amarela e a difteria, é preciso combater a enfermidade por meio de três estratégias: diagnóstico, prevenção e medicação.

Segundo o secretário-adjunto da Sesau, Paulo Linhares, o SUS (Sistema Único de Saúde) é universal e Roraima não pode fechar as fronteiras. "Temos que estar preparados para discutir políticas públicas contra estas doenças para melhorar aportes em laboratórios, recursos e insumos", disse.

Linhares lembrou que o problema se reflete no Brasil e mais especificamente em Roraima, devido à proximidade geográfica com a Venezuela. “O Estado é sensível à situação da Venezuela, tanto é que a governadora Suely Campos determinou nosso empenho para ajudar a nação vizinha", reiterou.

 

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