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Início de rebelião na Prisão Policarabobo, na cidade de Valência, na manha de quarta-feira (28), deixou pelo menos 78 mortos, 10 deles mulheres. A confirmação foi dada pelo procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, pelo twitter e que foram nomeados 4 promotores para esclarecer esses evento, o mais dramático do que foi registrado na Prisão de Sabaneta, ocorrido há mais de 20 anos. O silêncio oficial em torno do fato agravou ainda mais a situação, gerando protestos dos parentes da vítimas.

Carlos Nieto, diretor da OGN "Uma Janela à Liberdade" destacou que o incidente em Valencia "não é uma situação isolada", já que "todas as delegacias de polícia da Venezuela estão em condições iguais ou piores de superlotação, falta de alimentos e doenças" em relação à detenção do Comando da Polícia de Carabobo.

A prisão de PoliCarabobo, a sede da polícia regional, como todos os centros prisionais do país, apresenta níveis significativos de superlotação. A rebelião aconteceu durante o periodo de visitas íntimas. Segundo as informações, os presos teriam capturado um dos soldados de vigilância e tentado tomá-lo como refém, ferindo-o com uma faca.

Um dos líderes da rebelião exigiu certas condições das autoridades como requisito para libertá-lo, ameaçando a custódia com uma granada. Como as autoridades não responderam às reivindicações, os internos começaram a queimar colchões para intensificar o protesto. Essa circunstância desencadeou a tragédia.

Os bombeiros e a polícia trabalharam arduamente para abrir buracos nas paredes, que aliviaram a concentração de fumaça e permitiram a saída de outros prisioneiros. O desespero reinava nos arredores do edifício entre os parentes dos presos presentes à visita. Os sobreviventes — sufocados, convalescentes, prestes a desmaiar — foram colocados nos pátios internos. Há um número indeterminado de feridos. Bombeiros dos municípios de Valência e San Diego lutam ativamente contra o fogo. A maioria das vítimas, segundo relatos, morreu por asfixia.

Porta-vozes da oposição e dirigentes de ONGs apontaram diretamente Iris Varela, ministra de Assuntos Penitenciários, e um dos quadros mais raivosamente radicais do chavismo, como responsável política pela tragédia. Nem Varela, nem Maduro, nem o governador de Carabobo, Rafael Lacava, se manifestaram sobre o acontecimento. (Fonte: msnNotícias)

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