Quarta, 12 Fevereiro 2020 15:46

Guaidó retorna à Venezuela e anuncia nova ofensiva contra Maduro.

Escrito por Peronico

O líder opositor Juan Guiadó voltou à Venezuela nesta terça-feira (11) após uma viagem internacional que durou 23 dias. Ele foi recebido no aeroporto internacional de Maiquetía, que serve a capital Caracas, em meio a golpes, empurrões e insultos de apoiadores e partidários do presidente Nicolás Maduo.

Ao se confirmar a chegada do autoproclamado presidente interino reconhecido por cerca de 50 países, o aeroporto foi tomado por seus opositores. Guaidó viajou de Portugal à Venezuela em um voo da companhia aérea TAP, segundo informações da sua assessoria de imprensa.

— Viemos trabalhar — disse o presidente do Parlamento em um comício em uma praça de Caracas, diante de 500 pessoas. — Os mecanismos de pressão vão apenas aumentar. Por mais polêmicos que sejam, continuarão aumentando.

Não foram registradas ações das autoridades contra o líder opositor, mas sua assessoria de imprensa informou à noite que um parente que viajou com ele, seu tio Juan Márquez, “está desaparecido” depois de ser “retido” por funcionários do aeroporto.

Com uma camisa branca e um crucifixo de madeira no peito, o opositor chegou ao aeroporto escoltado, enquanto a multidão tentava se aproximar e deputados opositores e jornalistas acabaram sendo agredidos.

O político, de 36 anos, havia deixado o país clandestinamente no último 19 de janeiro, já que está proibido de sair da Venezuela. Nesta terça, ao chegar no país, Guaidó publicou uma foto em frente a um funcionário da imigração.

Há mais de um ano Guaidó se autoproclamou presidente interino, depois que Maduro assumiu um segundo mandato questionado após irregularidades nas eleições de 2018.

O sucessor de Hugo Chávez permanece no poder, apesar das sanções dos Estados Unidos, incluindo um embargo de fato ao petróleo bruto da Venezuela que é crucial para sua economia, em forte recessão desde 2013. Maduro conta com o apoio da China e Rússia.

Em uma referência superficial a Guaidó, reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por 50 países, Maduro pediu ao chavismo que se concentre na “defesa da Venezuela”. Com informações | Agências internacionais.