Segunda, 17 Agosto 2020 13:17

APOIO AO SETOR PRIMÁRIO | Articulação do governo garante calcário para produtores de Roraima

Escrito por SECOM

Um trabalho de articulação entre o Governo de Roraima, empresários do setor primário e a CMR (Companhia Mineradora de Rondônia) garantiu o fornecimento de três mil toneladas de calcário para atender produtores rurais locais. O insumo, vindo de Pará, está no porto de Caracaraí. Uma das três mil toneladas já foi vendida e o restante está em negociação.

Conforme o secretário de Agricultura, Emerson Baú, a Venezuela é o principal fornecedor de calcário para Roraima e, após o fechamento da fronteira, os produtores locais passaram a enfrentar dificuldade para aquisição do insumo necessário para corrigir a acidez do solo antes do plantio de lavouras ou de pastos.

“Um dos maiores entraves da agricultura de Roraima é a obtenção de insumos. O calcário é o principal e não temos jazidas exploradas no Estado. A Venezuela era nosso principal fornecedor. Tudo era favorável, o câmbio, o baixo custo do frete. Com o fechamento da fronteira, passamos a ter problemas para adquirir o produto”, disse.

Ainda segundo o secretário, com a organização dos agricultores, sistematização da produção e aumento das áreas produtivas, a compra do insumo é a grande demanda do setor agropecuário. “Entendemos a necessidade e, desde que o governador foi eleito e eu assumi a Secretaria de Agricultura, venho buscando uma solução em relação a isso. Não a adotada por gestões anteriores de comprar o calcário e entregar. Não é uma saída adequada”, ressaltou.

Emerson Baú enfatizou a negociação com potenciais fornecedores como uma política de apoio ao setor produtivo. “Estamos fazendo articulação. Neste caso específico, o carregamento viria somente até o Amazonas. Sabendo da demanda do setor produtivo, o governador recebeu o fornecedor, que apresentou essa alternativa, e houve o acerto para ele trazer as três mil toneladas para Roraima. O planejamento do transporte dessa carga de calcário para o Estado era para 2021. Com a negociação, houve a antecipação”, explicou.

O transporte por via fluvial é outro ponto positivo e deve reduzir em pelo menos 20% o preço final do produto, porque o custo do frete será menor. “Trazer insumos de mercados externos sempre onera, porque o valor do frete é alto. Para trazer, por exemplo, três mil toneladas de calcário do Amazonas para Roraima, por via terrestre, esse transporte seria feito por cerca de 60 carretas, material que foi transportado de uma só vez na balsa”, frisou o secretário. 

Emerson Baú reforçou que o papel do governo é a articulação e criação de ambiente positivo, além da identificação de alternativas para viabilizar a produção agrícola em Roraima.

“Nosso objetivo é facilitar o processo. Definição de preços, condições de pagamento e de entrega são discutidas entre fornecedor e compradores”, disse ao referir-se ao calcário, que atenderá, segundo ele, os empresários do agronegócio e produtores da agricultura familiar. “Além dos grandes produtores, pequenos agricultores do Truaru, do Projeto Passarão e de Normandia já falaram comigo e repassei para eles o contato do fornecedor”, afirmou.