Aderr fará estudo para ajudar na erradicação da Peste Suína Clássica em Roraima

A Aderr (Agência De Defesa Agropecuária de Roraima) está fazendo um levantamento em propriedades rurais de todo o Estado, visitando produtores para identificar quem trabalha com a suinocultura. Esse trabalho tem como objetivo fazer no futuro um estudo de sorologia para identificar a presença da PSC (Peste Suína Clássica) em Roraima. A fase agora é de caracterização do sistema produtivo e de vigilância.

Conhecida como cólera ou febre suína, a doença é altamente contagiosa, pois possui uma taxa elevada de contaminação e é fatal aos suínos, mas não oferece risco à saúde humana, nem a outras espécies de animais. Ela afeta tanto os porcos domesticados quanto os selvagens.

Conforme o médico veterinário Sylvio Botelho, a Aderr vem cadastrando os suinocultores, número de animais, examinando os suínos, fazendo questionamentos aos produtores e levantamento histórico para saber se já teve ocorrência de doenças, além do controle do trânsito.

De acordo com o presidente da Aderr, Kelton Lopes, é importante que o suinocultor procure a agência para se cadastrar ou atualizar seu cadastro. “Esse momento é muito especial, uma vez que nós querem tornar o Brasil livre da Peste Suína Clássica. Então, é fundamental que o produtor participe, se envolva nessa ação e venha regularizar sua produção”, ressaltou.

Para fortalecer cada vez mais o Programa Estadual de Sanidade Suína, na tarde desta terça-feira, 6, foi realizada uma live com a participação de todos os servidores dos escritórios da Aderr no interior, para debater sobre o Plano Estratégico Brasil Livre da PSC.

O objetivo do Plano Estratégico é erradicar a PSC na ZnL (Zona não Livre) do Brasil, reduzindo as perdas diretas e indiretas causadas pela doença e gerando benefícios pelo status sanitário de País livre da doença.

PSC pode causar prejuízos sanitários

A PSC pode causar grandes perdas socioeconômicas, porque pode provocar restrições comerciais de regiões que não têm a doença. Sendo uma fonte de renda para muitos produtores, sua ocorrência também traz uma ameaça na posição do Brasil no ranking mundial de comercialização de suínos. Atualmente, o Brasil ocupa a 4ª lugar na produção de carnes.

De acordo com estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o impacto econômico pode variar de R$ 1,3 bilhão a R$ 4,5 bilhões, considerando diferentes cenários. Por isso, é importante fortalecer as ações de erradicação nas ZnL, visando a redução do risco de reintrodução do vírus da PSC na atual zona livre da doença.

Atualmente a zona livre do País está dividida em duas áreas: bloco 1 (Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e bloco 2 (Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins, e Distrito Federal). Na Zona não Livre estão Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.


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