Quinta, 17 Setembro 2020 00:33

TROMBOSE | Prevenção é a melhor aliada para diminuir número de casos

Escrito por Aymê Tavares

Quando o assunto é qualidade de vida, a prevenção é o melhor remédio para evitar problemas de saúde. No dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, 16 de setembro, a Sesau (Secretaria de Saúde) reforça a importância do cuidado para a diminuição do número de casos da doença. A trombose pode se manifestar em diferentes formas e, quando não tratada, pode evoluir para casos mais graves.

Em Roraima, o tratamento é disponibilizado no SUS (Sistema Único de Saúde), realizado no HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento) quando é necessária a internação e cirurgia, bem como na CECM (Clínica Médica Especializada Coronel Mota) nos casos de tratamento regular da doença.

A TVP (trombose venosa profunda) é a mais comum, geralmente afeta as mulheres devido a tratamentos para reposição hormonal (uso do anticoncepcional) e a gestação, quando há a mudança no corpo. A arterial é mais rara, porém, a que exige mais atenção por conta de ser a mais grave por interromper o suprimento de sangue para o membro.

Segundo o cirurgião vascular Guilherme Bortolon, que atua no HGR, os dois tipos de trombose podem ter uma evolução que precisa de atenção, necessitando de um diagnóstico e de um tratamento o mais rápido possível.

“Dor, calor, vermelhidão e rigidez da musculatura na região em que se formou o trombo, são alguns dos sintomas que a pessoa costuma sentir. A venosa se torna mais perceptível, já que é caracterizada pela formação de trombos dentro de veias. A arterial para o suprimento de sangue no membro atingido, o que torna a situação uma emergência que necessita de avaliação com um cirurgião vascular”, esclareceu.

Ele ressaltou que manter uma vida saudável, sempre em movimento, mantendo uma prática diária de exercícios, é importante para evitar a doença e quando necessário é fundamental manter o acompanhamento médico. “É preciso ficar atento aos sintomas e procurar um médico, principalmente quando o paciente apresenta fatores que são agravantes, como o colesterol e triglicérides altos, estresse, idade avançada, gravidez e procedimentos cirúrgicos”, enfatizou.