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Em comemoração ao Dia da Mata Atlântica (27/05), o WWF-Brasil lança hoje versão em português de estudo sobre a atual situação do bioma e o resultado do trabalho conjunto com a Argentina e o Paraguai nos últimos 15 anos. O documento, criado em parceria com a Fundação Vida Silvestre Argentina e o WWF-Paraguai, é um estudo detalhado, com histórias de sucesso, desafios e lições aprendidas para proteger o bioma do desmatamento que vem sofrendo nos três países.

Originalmente, a Mata Atlântica cobria 1.345.300 km², da costa atlântica do Brasil até o noroeste da Argentina, abrangendo a região oriental do Paraguai. Hoje, o território está fragmentando, ocupando apenas 226.124 km², menos de 16,8% de seu tamanho original, correndo o risco de perder seu maior predador – a onça pintada. Apesar de tamanha degradação - causada principalmente pelo avanço da agricultura e da pecuária – a Mata Atlântica ainda é um dos biomas com maior valor biológico do mundo, onde estão 7% das espécies de plantas e 5% dos vertebrados do planeta.

A Rede WWF começou seus esforços para a conservação da Mata Atlântica no Brasil, em 1995, impulsionado pela identificação de várias espécies endêmicas. Em 2000, WWF e Fundação Vida Silvestre Argentina criaram o Programa Trinacional da Mata Atlântica conforme sua iniciativa de conservação baseada na ecorregião. Com essa iniciativa, cientistas do WWF identificaram, mundialmente, ecorregiões de alto valor em biodiversidade que estavam em perigo devido à grave transformação de seus habitats naturais, sendo a Mata Atlântica mapeada como um desses hotspots.

Hoje, da área total do bioma que permanece em pé, apenas 8,2% da terra está sob algum tipo de proteção. São ao todo 915 áreas protegidas, entre Unidades de Conservação e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Entre 2000 e 2015, a aliança trinacional do WWF fez esforços significativos e conseguiu conquistar um aumento de mais de 20% de área total protegida, saindo de 86.000 km² para cerca de 110.000 km², com 558 novas áreas protegidas.

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