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     Mais de 9 mil estudantes e professores em 19 países opinaram sobre a universidade do futuro em três âmbitos: educar na era digital, pesquisa científica e contribuição para a sociedade. No Brasil, cerca de 850 foram ouvidos, em todas as regiões
 
A maior preocupação da comunidade universitária brasileira está relacionada ao ingresso dos estudantes no mercado de trabalho, segundo estudo elaborado pelo Instituto Ipsos para o Grupo Santander. Além do incentivo à empregabilidade dos alunos, a pesquisa realizada dentro de instituições de ensino superior de todas as regiões do país aponta outras 2 demandas principais: a contribuição para o desenvolvimento econômico e local, e a promoção de pesquisas científicas, desenvolvimento e inovação.
 
A inserção no mercado de trabalho precisa ser melhor para 54% dos entrevistados. O que implica maior atuação das instituições de ensino na busca por convênios, bolsas de trabalho e outros serviços que podem ser promovidos pelas universidades, bem como o fomento ao empreendedorismo. Para 63% do total de 849 ouvidos no Brasil, as universidades ainda não preparam os alunos totalmente para as competências exigidas pelas empresas. Os docentes, em especial, demonstram dúvidas sobre a solidez da conexão e das parcerias entre as faculdades e as empresas no País.
 
Outros temas também foram investigados no levantamento, que teve como objetivo conhecer o pensamento da comunidade acadêmica a partir de três perguntas: “como o mundo digital afeta o ensino e os métodos de aprendizagem?”; “como a universidade do século XXI pode contribuir para a sociedade?”; e “qual é o impacto da pesquisa nas universidades?”.
 
Os dados reforçam a crença de que a universidade brasileira é voltada muito mais ao ensino do que à pesquisa, principalmente entre os professores. Mesmo assim, os alunos (65%) demonstram um grande interesse em se dedicar à pesquisa. A opinião da maioria é que a educação de qualidade depende de os recursos também serem alocados para a área de pesquisa. Na visão dos respondentes, a falta de financiamento (31%) é o principal obstáculo para isso, seguido de excesso de burocracia (20%) e falta de tradição e cultura em pesquisas (18%).
 
Mais uma importante frente da análise da pesquisa foi a reflexão sobre como a universidade tem se adaptado às mudanças que o mundo digital está promovendo. Os entrevistados (60%) acreditam que o futuro trará uma formação mista entre aulas à distância (online) e presenciais. Os professores são, no entanto, mais céticos sobre a possibilidade de esse novo formato prover o mesmo nível de qualidade do ensino primordialmente presencial. Também há dúvidas sobre o modo como está sendo implementada, atualmente, a educação à distância. A sensação de 92% dos entrevistados é a de que o ensino à distância requer mais esforço e autodisciplina dos estudantes. E 76%, consideram que as aulas online podem ser um complemento à formação presencial, mas não a substituem.
 
Todas as iniciativas e reflexões visam, por fim, entender como a universidade do Século XXI pode contribuir para a sociedade. E o que se extrai desse diagnóstico é que as maiores demandas da comunidade universitária brasileira convergem em três temas: inserção no mercado de trabalho, compromisso social e empreendedorismo. Para 41% dos entrevistados, o espírito empreendedor precisa ser mais fomentado nas universidades. Apenas 7% dos alunos dizem que pretendem empreender – número inferior à média global, de 12%.
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