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O projeto Ronda Maria da Penha, criado ano passado no décimo ano de vigência da lei de amparo às mulheres e combate à violência, é uma das ações conjuntas do Tribunal de Justiça de Roraima e governo do estado e continua eficientemente atendendo às mulheres vítima de violência doméstica. O projeto tem merecido destaques tanto da população, quanto da própria Polícia Militar pela sua indispensável importância na assistência humanizada às mulheres.

“O Ronda Maria da Penha representa um avanço muito grande no atendimento às mulheres, principalmente porque os policiais, não só os que atuam no projeto, mas todos recebem orientações quanto a esse tipo de ocorrência. Eles passam periodicamente por treinamentos e ciclos de palestras de atualização sobre a Lei Maria da Penha, sobre o atendimento em si, que precisa ser mais humanizado, para evitar a violência institucional contra essas pessoas e a revitimização, a fim de impedir também o aprofundamento de traumas”, explicou a capitã Ingrid de Melo, que atua no 1º Batalhão da Polícia Militar.

Idealizado pela Coordenação de Políticas Públicas para as Mulheres, da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social - Setrabes, o projeto foi criado para auxiliar no combate à violência contra a mulher e trabalha com duas viaturas, uma para atender às ocorrências do 1º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento ostensivo na área Leste de Boa Vista, e outra para atender à região do 2º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento ostensivo da área Oeste da Capital; além de uma terceira viatura no município de Rorainópolis.

O diferencial do Ronda Maria da Penha, segundo a capitã Ingrid de Melo, é que, necessariamente, um dos policiais em cada viatura precisa ser mulher. “É obrigatório, porque, às vezes, a mulher que sofre violência, ao ser atendida por um homem, fica tímida e constrangida para contar detalhes, e a policial tem a sensibilidade necessária e a confiança da vítima”, ressaltou.

De acordo com a capitã, ocorrências de violência contra a mulher e de acidentes de trânsito estão em maior número entre os pedidos de ajuda feitos por meio do número de emergência 190 em Roraima. “Todos os dias, recebemos chamados para esse tipo de ocorrência. Normalmente a violência doméstica é praticada por cônjuge ou ex-cônjuge das vítimas”, enfatizou.

Em razão disso, além de desenvolver várias ações destinadas às mulheres, a Coordenação de Políticas Públicas para as Mulheres implantou, em parceria com a Sesau (Secretaria Estadual de Saúde), em 2016, a Sala Lilás no IML (Instituto Médico Legal), a fim de oferecer apoio e tratamento humanizado às vítimas de violência. Mulheres e crianças são atendidas por duas técnicas de enfermagem e uma enfermeira e o funcionamento é 24 horas.

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