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O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e de Investigações Criminais (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira, 6, a Operação “Soturno” – uma alusão a algo que está imerso em trevas e que age na escuridão. O objetivo é investigar esquema criminoso de desvio de dinheiro público na Câmara Municipal de Boa Vista.

As apurações do Gaeco apontam, inicialmente, o envolvimento de vereador Wagner Feitosa (Solidariedade), detido preventivamente por 30 dias. Ele foi localizado em sua residência, nesta terça-feira pela manhã. Há também o envolvimento de um chefe de gabinete e um assessor, além de integrantes de organização criminosa. Pela natureza da operação todos os nomes dos envolvidos estão sendo mantidos em completo sigilo.

As investigações tiveram início em abril de 2017, após o comparecimento espontâneo de um ex-servidor comissionado da Câmara Municipal de Boa vista à sede do Ministério Público de Roraima noticiando diversos fatos criminosos praticados em benefício do vereador. Inclusive ele é acusado de ter sido financiado em sua campanha por uma facção criminosa que atua no sistema prisional de Roraima.

Ainda de acordo com o Gaeco, no decorrer das investigações, foi apurado o envolvimento do parlamentar municipal com facção criminosa atuante dentro e fora do Sistema Prisional, a qual, inclusive, teria patrocinado sua campanha política.

Durante as diligências foram constatadas fraudes na utilização da verba de gabinete para locação de veículos e outros desvios de dinheiro público, bem como a tentativa de cooptação de um servidor do Gaeco na busca informações privilegiadas a respeito dos fatos.

No total são 17 ordens judiciais, todas expedidas pela Juíza da Vara de Crimes de Tráfico de Drogas, decorrentes de Organização Criminosa, Lavagem de Capitais e Habeas Corpus – Dra. Daniela Schirato Collesi Minholi, sendo 3 de prisão preventiva, 9 de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos em Boa Vista, além do afastamento do cargo do parlamentar e dos servidores.

Foi também deferido pela Justiça o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados, frutos do enriquecimento ilícito, além de outras medidas cautelares.

Para o cumprimento de todos os mandados o Gaeco contou com o apoio e participação do Gabinete de Segurança Institucional do MPRR e da Polícia Militar.

Os envolvidos são investigados pela prática dos crimes de falsidade ideológica, peculato, corrupção, concussão, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O processo corre em segredo de justiça para garantir o cumprimento de todos os mandados.

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